A final do **Super Bowl**, realizada em Santa Clara, Califórnia, transformou-se em um poderoso manifesto multicultural pró-imigrantes e anti-Trump. O evento foi muito além da partida de futebol americano, tornando-se um palco para mensagens políticas.
Performances políticas no intervalo
O clima político já era evidente antes do apito inicial, com a apresentação da banda **Green Day**. Conhecida por sua postura anti-Trump, o grupo executou sucessos como ‘American Idiot’, enviando uma mensagem clara ao governo americano.
A escolha do cantor porto-riquenho **Bad Bunny** para o show do intervalo já havia gerado controvérsia. O então presidente **Donald Trump** expressou publicamente sua desaprovação à presença do artista. A performance de Bunny era, portanto, muito aguardada como um ato de orgulho latino-americano e apoio aos imigrantes nos Estados Unidos.
O histórico show de Bad Bunny
O show de **Bad Bunny** foi considerado histórico, especialmente diante da política anti-imigração e da atuação do ICE (polícia de imigração e alfândega). Sua performance foi um espetáculo político e multicultural, celebrando as nações latino-americanas e sua relevância nos EUA.
Sem citar diretamente Trump ou o ICE, Bunny centrou seu show no orgulho latino. Todas as músicas e falas foram em espanhol, em um cenário que recriava uma plantação de cana-de-açúcar, forte símbolo cultural de Porto Rico e outras regiões. Elementos culturais latinos surgiam enquanto o artista se movimentava pelo campo.
**Lady Gaga** participou cantando ‘Die With a Smile’ em uma versão com ritmo latino. O também porto-riquenho **Ricky Martin** se uniu à celebração, interpretando ‘Lo Que Le Pasó a Hawaii’, de Bunny, uma canção que aborda a colonização predatória americana.
No encerramento de sua apresentação de 13 minutos, dançarinos exibiram bandeiras de diversos países do continente. Bad Bunny, segurando uma bola de futebol americano, proferiu ‘God Bless, America’ e listou nações do Chile ao Canadá, incluindo Brasil e Porto Rico. Ele finalizou mostrando a bola com a frase ‘Juntos somos a América’ e a mensagem em espanhol: ‘continuamos aqui‘.
A furiosa resposta de Donald Trump
A resposta de **Donald Trump** foi veemente e imediata. Em sua rede social **Truth Social**, o ex-presidente criticou duramente o show, classificando-o como ‘absolutamente terrível’ e uma ‘afronta à Grandeza da América’.
Ele expressou indignação com o fato de ‘ninguém entender uma palavra’ do que o artista dizia e considerou a dança ‘nojenta’, especialmente para as crianças. Trump encerrou seu desabafo com a frase ‘FAÇA A AMÉRICA GRANDE DE NOVO!’, pedindo inclusive mudanças nas regras da NFL.