A Associação Internacional de Surfe (ISA) anunciou as diretrizes para a distribuição de vagas na Olimpíada de Los Angeles 2028. Uma mudança significativa é a redução da importância da Liga Mundial de Surfe (WSL) no processo classificatório.
As mudanças na classificação olímpica de surfe
Para os Jogos de Tóquio e Paris, o circuito de elite da WSL classificava um total de 18 atletas (oito mulheres e dez homens). Em Los Angeles, a quantidade de vagas destinadas ao ranking da WSL será de apenas **dez no total**, divididas igualmente em **cinco masculinas** e **cinco femininas**.
Além disso, haverá um **limite de um atleta por país** via WSL. A lista de classificados por este critério será definida em **meados de junho de 2028**, um mês antes do início dos Jogos.
Impacto para atletas brasileiros
A nova regra pode alterar a representatividade brasileira. No ano passado, o top-5 masculino da WSL incluiu os brasileiros **Yago Dora**, campeão, e **Ítalo Ferreira**, quarto colocado.
Com o antigo sistema, ambos estariam classificados, pois as vagas se estendiam até o décimo colocado com limite de dois atletas por país. Pelo novo critério, apenas **Yago Dora** garantiria sua vaga olímpica via WSL.
Novas oportunidades: a valorização dos Jogos Mundiais de Surfe
Em contrapartida à redução da WSL, a ISA aumentou o número de vagas de seus próprios eventos. Os **Jogos Mundiais de Surfe (ISA Surfing Games) de 2028** destinarão **dez vagas por gênero** à Olimpíada, também com **limite de uma por nação**.
Adicionalmente, os países com o melhor desempenho nas edições de **2026 e 2027** do evento ganharão uma vaga extra. Em Paris, os Jogos Mundiais do ano olímpico representaram apenas sete vagas por gênero.
O Brasil se beneficiou dessa classificação extra em 2024, tornando-se a nação com mais representantes na edição de Paris, com seis atletas.
Outras formas de classificação para Los Angeles 2028
Além da WSL e dos Jogos Mundiais, surfistas podem se classificar por meio de torneios continentais. Para o Brasil, os **Jogos Pan-Americanos de 2027, em Lima, no Peru**, oferecerão uma vaga para o campeão.
Há também as vagas universais, uma destinada ao país-sede e outra para uma nação em desenvolvimento na modalidade.
Brasil no pódio olímpico
O Brasil se destaca com o maior número de medalhas olímpicas no surfe, totalizando **três pódios**. Em **Tóquio 2021**, **Ítalo Ferreira** conquistou o primeiro ouro do esporte.
Nos Jogos de Paris 2024, **Gabriel Medina** garantiu o bronze no masculino e **Tatiana Weston-Webb** a prata no feminino.