Os financiamentos de moradias para famílias que perderam suas casas nas fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais seguirão o modelo adotado nas enchentes do Rio Grande do Sul. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, garantindo apoio integral da União às cidades atingidas.
As medidas incluem assistência direta às prefeituras e linhas de crédito para pequenos empresários prejudicados pelos temporais. Lula afirmou que o governo aprenderá com a tragédia no Rio Grande do Sul para ajudar na recuperação das cidades e garantir moradia.
Como funcionará o financiamento de moradias
O presidente explicou que as novas residências não serão reconstruídas em locais considerados de risco, uma medida crucial para a segurança das famílias. Essa abordagem visa evitar futuras tragédias em áreas vulneráveis.
Caso os municípios não disponham de terrenos adequados para a reconstrução, o governo federal poderá adotar o modelo de “compra assistida”. Nesse formato, a família que perdeu o imóvel recebe um valor da União para adquirir uma casa nova ou usada em qualquer cidade do estado.
Todo o custo da compra assistida será arcado pela União. Lula ressaltou que a prioridade é garantir moradia digna e segura, evitando a reconstrução em encostas ou áreas sujeitas a alagamentos.
Medidas de apoio e recursos emergenciais
O governo federal já anunciou a liberação de recursos para ações emergenciais e assistência humanitária nas cidades em situação de calamidade pública. Os valores serão destinados ao restabelecimento de serviços essenciais, apoio a abrigos e reconstrução de estruturas públicas.
Também foi confirmada a antecipação do pagamento do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para famílias atingidas. Moradores dos municípios afetados poderão solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), conforme as regras para desastres naturais.
Além disso, pequenos empresários terão acesso facilitado a crédito para retomar atividades e recompor estoques e equipamentos perdidos devido aos temporais.
Visita do presidente e compromisso com a reconstrução
O presidente desembarcou pela manhã na região, sobrevoou cidades atingidas e visitou Juiz de Fora, o município mais afetado. Lá, ele conversou com moradores em abrigos improvisados, enquanto a cidade concentra o maior número de vítimas e milhares de desalojados.
Além de Juiz de Fora, municípios como Ubá, Matias Barbosa, Divinésia e Senador Firmino também sofreram impactos severos. Em encontros com prefeitos da região, Lula pediu um levantamento detalhado dos prejuízos para viabilizar a liberação de recursos federais.
Ao final da agenda, Lula reforçou que o apoio federal não dependerá de alinhamento político. Ele garantiu que o governo atuará para restabelecer as condições de moradia e infraestrutura nas cidades.
“A vida a gente não consegue trazer de volta. Mas podemos garantir que as pessoas tenham perspectiva e dignidade para recomeçar”, concluiu o presidente, que foi acompanhado por ministros e outras autoridades durante a visita.