Os Estados Unidos **negaram** neste domingo (1º de dezembro) que o **porta-aviões USS Abraham Lincoln** tenha sido atingido por mísseis do Irã. A embarcação foi deslocada para a costa do Oriente Médio para apoiar ataques contra o país persa, iniciados no sábado (28). Os bombardeios na região prosseguem intensos.
O **Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC)** do Irã afirmou que **quatro mísseis balísticos** foram lançados contra o navio neste domingo. Segundo a versão iraniana, os projéteis teriam atingido o porta-aviões.
A versão dos EUA e a contraofensiva
O **Comando Central dos Estados Unidos (Centcom)**, responsável pelas operações militares na Ásia Central e Oriente Médio, publicou imagens de caças decolando do navio em suas redes sociais. O Centcom garantiu que os mísseis iranianos **”não chegaram nem perto”** da embarcação.
Em comunicado divulgado, o comando americano declarou que “o Lincoln continua lançando aeronaves em apoio à campanha incansável do Centcom para defender o povo americano”. A declaração acrescenta que a ação visa “eliminando ameaças do regime iraniano”.
Baixas americanas e o cenário de guerra
O Centcom também confirmou que **três militares americanos morreram** e **cinco ficaram gravemente feridos** durante os ataques ao Irã. Além disso, “vários outros” sofreram ferimentos leves e devem retornar ao conflito.
Em meio à escalada, **Estados Unidos e Israel** bombardearam diversos alvos em território iraniano, resultando em centenas de mortes. Entre as vítimas, autoridades do país, incluindo o **líder supremo aiatolá Ali Khamenei**.
Neste domingo (1º), foi anunciada a formação de um órgão colegiado para suceder Khamenei. Conforme o jornal estatal **Tehran Times**, o conselho é composto pelos chefes do Executivo, presidente **Masoud Pezeshkian**; do Judiciário, **Gholam Hossein Mohseni Ejeie**; e do Parlamento, **Mohammad Bagher Ghalibaf**.