Fechar Menu
NRB NEWS
  • Notícias
  • Brasil
  • Rio de Janeiro
  • Entretenimento
  • Policial
  • Política
  • Cidades
  • Esportes
  • Bem-Estar
Facebook X (Twitter) Instagram
NRB NEWS
  • Notícias
  • Brasil
  • Rio de Janeiro
  • Entretenimento
  • Policial
  • Política
  • Cidades
  • Esportes
  • Bem-Estar
NRB NEWS
Início » Ana Maria Gonçalves: Um Defeito de Cor é a história do Brasil contada por uma mulher negra
Brasil

Ana Maria Gonçalves: Um Defeito de Cor é a história do Brasil contada por uma mulher negra

Nrb NewsPor Nrb News5 de julho de 20263 Minutos de Leitura
O que você acha do WhatsApp? Facebook Twitter Pinterest LinkedIn E-mail Copiar Link
© Valter Campanato/Agência Brasil

A escritora Ana Maria Gonçalves, autora do aclamado romance “Um Defeito de Cor”, destaca como a literatura negra esclarece o racismo no Brasil. Ela conversou com a Agência Brasil, afirmando que essas obras disputam o sentido da narrativa nacional.

Primeira mulher negra a integrar a Academia Brasileira de Letras (ABL), Gonçalves foi convidada do 6º Julho das Pretas que Escrevem no Distrito Federal. O evento faz parte da programação do Festival Latinidades.

A autora ressalta que “Um Defeito de Cor” e outras obras expandiram a compreensão social sobre o racismo. Elas também impulsionaram debates sobre políticas de cotas raciais, iniciadas no mesmo ano do lançamento do livro, em 2006.

“Livros como o meu […] ajudam a contar uma história para que o povo brasileiro entenda o porquê da necessidade de cotas”, explica Gonçalves. Ela observa que, por muito tempo, o racismo foi um tabu, escondendo a urgência dessas políticas.

A saga de Kehinde e o impacto de "Um Defeito de Cor"

O romance, com 952 páginas, narra a épica vida de Kehinde. Aos oito anos, ela foi sequestrada no Reino do Daomé (atual Benin) e escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Ana Maria Gonçalves durante entrevista para Agência Brasil no VI encontro Julho das Pretas que Escrevem – Valter Campanato/Agência Brasil

Críticos consideram “Um Defeito de Cor” um dos romances mais importantes da literatura brasileira. A obra inspirou o aclamado samba-enredo da Portela no Carnaval carioca de 2024.

Gonçalves vê o romance como uma história inacabada, com raízes profundas na chegada dos primeiros africanos ao Brasil. Esta história, para ela, tem continuidade até hoje.

Citando a música do Rapa, “Todo camburão tem um pouco de navio negreiro”, Ana Maria enfatiza: “A gente continua sendo os corpos que estão sendo perseguidos, que estão sendo presos, que estão sendo mortos”. Para ela, são vidas contadas apenas como números, e não como histórias.

Não é uma contra-história, é a história do Brasil

Ana Maria Gonçalves rejeita o rótulo de “contra-história” para sua obra. Ela argumenta que “Um Defeito de Cor” não é uma representação alternativa, mas central.

“Um Defeito de Cor é a história do Brasil contada pelos olhos e pela vivência de uma mulher negra”, afirma. A obra busca ocupar o mesmo espaço da história oficial, tradicionalmente narrada por homens brancos.

“Eu quero disputar esse lugar, não me interessa a margem”, declara. Para ela, o livro não é uma contraproposta, mas sim “a história” em si.

Ancestralidade e representatividade na ABL

Assumindo a cadeira 33 da ABL, como a 13ª mulher e primeira mulher preta eleita, Gonçalves enfatiza que sua chegada não foi solitária. Ela representa uma trajetória coletiva de ancestralidade.

Ela recorda a eleição de Raquel de Queirós, impulsionada por Diná Silveira de Queirós. Sua própria eleição, diz, conecta-se à candidatura de Conceição Evaristo, que expôs a ausência da mulher preta na ABL.

O impacto no mercado literário

No Festival Latinidades, a escritora promoveu um encontro com mulheres negras, autoras e leitoras. O objetivo foi debater o impacto dessa rede no mercado literário nacional.

“Não dá para que nada mais seja feito sem a gente”, ela enfatiza, reforçando a importância da presença negra.

Gonçalves menciona Maria Firmina dos Reis, autora de “Úrsula” (1859) e primeira romancista negra do Brasil. Ela destaca a lacuna: “Desde lá até 2006, fui a oitava mulher negra a publicar um romance no Brasil”.

A visibilidade crescente de escritores negros nas últimas duas décadas impulsionou o interesse por suas obras. Isso gerou mudanças significativas no mercado editorial brasileiro.

Ana Maria Gonçalves cotas raciais literatura negra Racismo Um Defeito de Cor
Siga no Google Notícias Siga no YouTube Siga no TikTok
Compartilhar. O que você acha do WhatsApp? Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail Copiar Link
Artigo anteriorCopa do Mundo: Brasil e Noruega se enfrentam nas oitavas de final neste domingo
Próximo artigo Rio de Janeiro sediará o fórum da União Internacional dos Arquitetos em 2028

Posts relacionados

Mega-sena: Ninguém acerta prêmio de R$ 32 milhões; veja os números sorteados

5 de julho de 2026

Inmet emite alerta de chuvas intensas e frio em diversas regiões do país

4 de julho de 2026

Brasil: novo livro propõe caminhos para dominar mercado bilionário de terras raras

4 de julho de 2026

Copa de 2026: os recordes inacreditáveis que a edição já quebrou

4 de julho de 2026

Bolsa de valores dispara e dólar recua: entenda por que o Ibovespa atingiu 174 mil pontos

3 de julho de 2026

Terremotos na Venezuela: número de mortos sobe para 2.595 e desaparecidos chegam a 50 mil

3 de julho de 2026
Últimas Notícias

Casa arrumada: o truque japonês simples que usa caixas de leite vazias

Por Fernanda Figueiredo5 de julho de 2026

Rio de Janeiro sediará o fórum da União Internacional dos Arquitetos em 2028

5 de julho de 2026

Ana Maria Gonçalves: Um Defeito de Cor é a história do Brasil contada por uma mulher negra

5 de julho de 2026

Copa do Mundo: Brasil e Noruega se enfrentam nas oitavas de final neste domingo

5 de julho de 2026
NRB NEWS
Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
  • Quem Somos
  • Política de Privacidade
  • Expediente
  • Contato
© 2026 NRB EDITORA LTDA - GRUPO NRB DE COMUNICAÇÃO - CNPJ: 21.554.570/0001-01 - Todos os direitos reservados.

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.