A penúltima partida da Copa do Mundo entregou um espetáculo inacreditável, com dez gols e inúmeras reviravoltas. O confronto pela disputa do terceiro lugar se transformou em um verdadeiro pandemônio.
Um espetáculo de dez gols em Miami
O duelo em Miami, Estados Unidos, proporcionou entretenimento vibrante, especialmente na etapa final. A Inglaterra superou a França por 6 a 4, garantindo o terceiro lugar na Copa do Mundo.
Esta foi a disputa de terceiro lugar com o maior número de gols na história dos Mundiais. O placar superou o recorde anterior, estabelecido na vitória da França sobre a Alemanha em 1958, por 6 a 3.
Mbappé faz história e quebra recorde individual
Individualmente, o grande destaque do dia foi o atacante francês Kylian Mbappé. Ele se isolou na artilharia desta Copa, marcando dez gols no torneio.
Com os dois gols deste sábado, Mbappé atingiu 22 tentos em Copas do Mundo, superando Lionel Messi. O argentino, com 21 gols, ainda terá a chance de reassumir o posto na final de domingo contra a Espanha, em Nova Jersey.
Estratégias e escalações modificadas
Historicamente, a disputa pelo terceiro lugar tem um tom mais amistoso do que decisivo. Ambas as seleções entraram em campo com elencos significativamente alterados em relação às semifinais.
Tanto França quanto Inglaterra realizaram sete mudanças em suas equipes titulares. Essa estratégia visava dar oportunidade a jogadores que tiveram menos minutos no torneio.
O time francês em campo
Pelo lado francês, a única mudança por lesão foi na defesa, com Maxence Lacroix substituindo Willian Saliba. O técnico Didier Deschamps manteve apenas Mike Maignan, Adrien Rabiot, Michael Olise e Mbappé dos titulares da semifinal.
As mudanças na Inglaterra
Na equipe inglesa, o treinador Thomas Tuchel manteve apenas quatro titulares da derrota para a Argentina. São eles: Marc Guehi, Djed Spence, Declan Rice e Morgan Rogers.
O zagueiro Jarell Quansah, após cumprir suspensão, retornou ao time, ocupando a vaga de John Stones. Isso mostra a intenção de testar novas formações e dar ritmo a outros atletas.
O domínio inglês no primeiro tempo
A Inglaterra demonstrou maior interesse e aproveitou as oportunidades, construindo a goleada já na primeira etapa. O primeiro gol saiu logo aos dois minutos de jogo.
Após um erro de passe de Desiré Doué, Declan Rice avançou e finalizou com precisão no canto esquerdo de Maignan, abrindo o placar.
Os Bleus tentaram reagir aos dez minutos, com um chute de Rayan Cherki, defendido por Dean Henderson. Pouco depois, um gol de Bukayo Saka foi anulado por impedimento.
A superioridade inglesa se consolidou aos 17 minutos. Após escanteio cobrado por Rice, Ezri Konsa cabeceou no canto esquerdo, com a bola ainda tocando na trave antes de entrar.
A Inglaterra ampliou o placar aos 19 minutos, mesmo com as tentativas de Mbappé pela França. Em um contra-ataque, Marcus Rashford finalizou, e no rebote, a bola sobrou para Saka.
Após a defesa de Maignan e o bloqueio de Lacroix, Rashford recuperou e rolou para Saka marcar o terceiro gol inglês. O ataque inglês demonstrava grande eficiência.
Ainda no primeiro tempo, Saka marcou novamente aos 45 minutos, após passe de Eberechi Eze. Ele chutou no canto esquerdo de Maignan, consolidando a goleada em 4 a 0.
A incrível reação francesa no segundo tempo
Diante do placar elástico, Didier Deschamps realizou quatro alterações no intervalo, incluindo a entrada de Dayot Upamecano. Aos dois minutos da segunda etapa, a França começou sua reação.
Após um desarme de Upamecano, Olise lançou Mbappé, que finalizou cruzado. O gol recolocou a seleção francesa na partida, reacendendo a esperança dos torcedores.
A diferença foi ainda mais reduzida por outra novidade da França para o segundo tempo. Aos seis minutos, Mbappé lançou Bradley Barcola, que finalizou com sucesso, superando Henderson.
A Inglaterra se viu em choque e acuada diante da pressão dos Bleus, que buscaram o empate incessantemente. A partida seguiu com alta intensidade, culminando no placar histórico de 6 a 4.