O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o motorista que atropelou e matou o gari Diego Rafael da Silva, de 19 anos, por homicídio duplamente qualificado. O crime chocou a capital paulista em **26 de julho**, no bairro da **Barra Funda**, zona oeste. Diego Rafael trabalhava para a Loga, concessionária responsável pela coleta de lixo.
Acusações formais contra o motorista
A promotora Mônica Nogueira Rodrigues, responsável pela denúncia, acusou o motorista de conduzir sob influência de álcool e de fugir do local. Essas condutas infringem os artigos 305 e 306 do Código de Trânsito Brasileiro. O exame do bafômetro feito no denunciado apontou uma concentração de **0,73 miligramas de álcool**.
Em nota, o MPSP informou que o denunciado ingeriu bebida alcoólica em quantidade suficiente para comprometer sua capacidade psicomotora. Em seguida, assumiu a direção do veículo e passou a trafegar em velocidade incompatível com a via.
Pedidos do Ministério Público à Justiça
Além da instauração da ação penal, o MPSP fez outros pedidos importantes à Justiça. Foi solicitada a manutenção da prisão preventiva do motorista.
Em caso de condenação por embriaguez ao volante, a promotoria pediu a suspensão da habilitação do condutor. Também foi fixada uma indenização mínima de **R$ 500 mil** em favor dos parentes da vítima.
Detalhes do atropelamento fatal
Segundo a promotora Mônica, o motorista lançou o automóvel diretamente contra um trecho da via ocupado por toda a equipe de coleta de lixo. Além disso, outros veículos e motocicletas transitavam no local no momento do acidente.
A promotora ressaltou que a vítima foi surpreendida enquanto desempenhava seu trabalho. Diego Rafael não teve qualquer possibilidade de perceber o risco, reagir ou desviar do carro.