O judoca brasiliense Guilherme Schimidt subiu ao topo do pódio no Grand Slam de Budapeste, na Hungria, neste domingo (12). Em sua primeira final na categoria até 90 quilos, Schimidt derrotou o sérvio Boris Rutovic com um ippon, garantindo a medalha de ouro para o Brasil.
O país encerrou o evento com um total de três medalhas. Além do ouro de Schimidt, Kaillany Cardoso (-70kg) conquistou a prata no sábado (12), e Sarah Souza (-57kg) garantiu o bronze na sexta-feira (11).
O triunfo de Guilherme Schimidt
A vitória de Schimidt em Budapeste teve sabor de revanche. Há quase quatro meses, ele havia sido superado por Boris Rutovic na final do Grand Slam de Astana, no Cazaquistão, ficando com o vice-campeonato.
Para chegar ao combate decisivo pelo ouro, Schimidt enfileirou quatro vitórias consecutivas. Ele superou o norueguês Kornelius Eilertsen, o egípcio Abdalla Abdelsamea, o moldavo Mihail Latisev e, na semifinal, avançou à final após desferir um yuko no golden score contra o bielorrusso Yahor Varapayeu.
Guilherme Schimidt expressou sua alegria: “Muito feliz pelo dia de hoje. Meu coração está repleto de gratidão por tudo que estou vivendo e, principalmente, por todo o processo que me trouxe até aqui”.
Impacto para o ranking mundial e próximos desafios
Os campeões do Grand Slam garantem 1000 pontos no ranking mundial, fator crucial para a classificação à Olimpíada de Los Angeles 2028. O Grand Slam de Budapeste é a última etapa do circuito antes do Campeonato Mundial, que terá início em 4 de outubro, em Baku (Azerbaijão).
O Brasil encerrou sua participação na competição em quarto lugar na classificação geral, atrás de Japão, Rússia e Israel. A delegação brasileira contou com 17 judocas, em um torneio que reuniu mais de 500 atletas de 70 países.
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