A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, tem uma audiência crucial marcada para esta terça-feira (26) no Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é obter a autorização do Tesouro Nacional para um empréstimo bilionário, vital para a recuperação do Banco Regional de Brasília (BRB).
A reunião, que será presidida pelo ministro Luiz Fux, relator da ação movida pelo GDF, busca sustentar a obrigação do governo federal de socorrer o banco. O encontro, marcado para as 16h, foi solicitado pelo Ministério da Fazenda e pela Advocacia-Geral da União (AGU), que manifestaram interesse em uma conciliação.
Entenda a raiz da crise do BRB
A crise do BRB se intensificou após a aquisição de ativos problemáticos do Banco Master. Esta instituição foi liquidada pelo Banco Central (BC) sob suspeita de fraudes financeiras bilionárias.
Uma investigação no próprio Supremo apura as responsabilidades criminais pela operação. Nesse contexto, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso em 16 de abril.
Ele é suspeito de receber propina de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master (também detido), para viabilizar o negócio. Os fatos investigados ocorreram durante a gestão do ex-governador Ibaneiz Rocha.
O impacto do rombo bilionário e as soluções propostas
O tamanho exato do prejuízo causado ao BRB ainda é incerto, pois o banco não entregou suas atualizações contábeis obrigatórias ao BC. O prazo legal para a publicação dessas demonstrações financeiras, que era 31 de março, foi adiado.
A estimativa é que o rombo supere os R$ 10 bilhões. O GDF busca no STF o aval para conseguir cerca de R$ 9 bilhões em empréstimos com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e bancos privados.
Para isso, solicita que o Supremo obrigue o Tesouro Nacional a garantir a operação. A possível liquidação do BRB pode gerar um grave efeito cascata sobre a administração do Distrito Federal.
O banco é fundamental, por exemplo, para a folha de pagamentos dos servidores distritais e para a operacionalização de repasses de políticas públicas locais. Além disso, o aumento de capital é mandatório para cumprir exigências regulatórias do Banco Central.
Para aprofundar-se no tema, clique aqui e leia mais sobre o escândalo envolvendo o Banco Master. Acompanhe também o canal da Agência Brasil no WhatsApp para as últimas notícias.