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Início » Desigualdade hídrica: o mapa do Brasil onde milhões ainda sofrem sem água e saneamento
Brasil

Desigualdade hídrica: o mapa do Brasil onde milhões ainda sofrem sem água e saneamento

Nrb NewsPor Nrb News22 de março de 20263 Minutos de Leitura
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© José Cruz/Agência Brasil

O Brasil registrou avanços significativos, mas ainda enfrenta profundas desigualdades no acesso à água e ao saneamento básico. Dados recentes da Agência Nacional de Água e Saneamento Básico (ANA) revelam um cenário complexo.

Essas disparidades comprometem o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 da Organização das Nações Unidas (ONU). A meta prevê assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos até 2030.

Acesso à água potável: contrastes regionais e sociais

Em 2023, cerca de **98,1%** da população brasileira tinha acesso à água potável segura. Contudo, essa média nacional esconde desigualdades gritantes, conforme apontado pela ANA.

Em áreas rurais, o acesso cai para **88%**. Nas regiões Norte e Nordeste, os números são ainda mais alarmantes, com **79,4%** e **81,9%**, respectivamente. As diferenças também são notáveis no recorte racial, com os menores níveis entre a população não branca.

Saneamento básico: um gargalo no desenvolvimento

O saneamento é um dos maiores desafios do país. Em 2023, apenas **59,9%** da população contava com esgotamento sanitário seguro. Na Região Norte, esse percentual despenca para apenas **39,6%**.

O Brasil trata somente **57,6%** do esgoto gerado. Quase metade dos resíduos é descartada sem tratamento adequado, gerando impactos diretos na saúde, no meio ambiente e na segurança hídrica nacional.

Quem realmente fica para trás?

A ANA enfatiza que o problema vai além da cobertura geral. Populações em áreas rurais, periferias urbanas e territórios historicamente excluídos concentram os maiores déficits de acesso à água, saneamento e higiene.

O impacto desproporcional em mulheres e meninas

A ausência desses serviços afeta desproporcionalmente mulheres e meninas. São elas as principais responsáveis pela coleta de água e pelos cuidados com a casa e a família.

Sem água na torneira, essas tarefas se tornam mais difíceis, demoradas e exaustivas. Essa sobrecarga as expõe a graves riscos sanitários e de violência em contextos de vulnerabilidade, perpetuando a desigualdade de gênero.

Caminhos para a mudança: o papel central das mulheres

É urgente integrar as agendas de água, saneamento, clima e justiça social. Garantir o acesso seguro e fortalecer a gestão dos recursos hídricos são ações que devem caminhar juntas, segundo a ANA.

A preservação hídrica também exige uma mudança no padrão de consumo. A professora Vera Lessa Catalão, da Universidade de Brasília (UNB), destaca o papel central das mulheres na gestão da água.

Mulheres: gestão consciente e direito à água

Para as mulheres, a gestão da água é uma realidade concreta e cotidiana. Elas são as principais a garantir o recurso para a saúde e higiene da família, especialmente em regiões precárias, como comunidades ribeirinhas e periferias urbanas.

Em entrevista ao programa Viva Maria, da Rádio Nacional, Catalão afirmou que as mulheres possuem uma gestão mais consciente. Elas sentem fortemente a importância da água como um direito, tornando-se convidadas primordiais a pensar nos cuidados necessários.

Impactos econômicos e educacionais da falta de saneamento

O cenário de desigualdade no saneamento básico afeta diretamente o futuro econômico e educacional do país. A presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, ressalta que os mais vulneráveis são os mais afetados.

Uma criança com acesso a saneamento estuda, em média, **dois anos a mais** (9,5 anos contra 7,5 anos). Isso impacta diretamente a renda média futura e a possibilidade de ingresso na faculdade.

O perfil de quem não tem acesso ao saneamento, novamente, destaca a população preta.

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