O mercado financeiro registrou um dia de intensas oscilações, influenciado pelo agravamento do conflito no Oriente Médio. O dólar caiu após ultrapassar R$ 5,30, enquanto a bolsa de valores recuou pela segunda vez consecutiva. O petróleo, por sua vez, superou US$ 90 o barril.
Dólar comercial em queda
O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (6) vendido a R$ 5,244, com uma queda de R$ 0,043 (-0,81%). A cotação oscilou bastante ao longo do dia, chegando a R$ 5,31 no período da manhã.
Investidores aproveitaram o preço alto para vender moeda, e dados de desaceleração da economia estadunidense contribuíram para a inversão do movimento. Apesar do recuo diário, a moeda norte-americana subiu 2,08% na primeira semana de março.
No acumulado do ano, a divisa registra uma queda de 4,51%.
Desempenho da bolsa de valores
A trégua não se repetiu no mercado de ações, com o índice Ibovespa, da B3, fechando aos 179.365 pontos. O indicador apresentou um recuo de 0,61% nesta sexta-feira.
Na semana, o Ibovespa caiu 4,99%, marcando o pior desempenho semanal desde junho de 2022.
Ações da Petrobras se destacam
Apenas as ações da Petrobras destoaram, registrando fortes altas nesta sexta-feira. Esse movimento foi motivado pela alta na cotação do petróleo e pelo aumento de quase 200% no lucro da estatal no ano passado.
Os papéis ordinários subiram 4,12%, para R$ 45,78. As ações preferenciais valorizaram-se 3,49%, fechando a R$ 42,11.
Preço do petróleo dispara
A cotação do barril de petróleo não para de subir, impulsionada pelo conflito e pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. Essa rota é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo mundial.
O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 8,52%, fechando a US$ 92,69. Já o barril do tipo WTI, negociado nos Estados Unidos, disparou 12,2% em um único dia, para US$ 90,90.
Fatores externos influenciam mercado
O fechamento de 92 mil postos de trabalho nos Estados Unidos em fevereiro surpreendeu o mercado financeiro. Embora afetado por nevascas e uma greve de enfermeiros, o número veio pior que o previsto.
Este desempenho negativo levou investidores a retirar dinheiro dos títulos do Tesouro estadunidense. Consequentemente, o dólar registrou queda em vários países.