As Forças Armadas do Irã alertaram que retaliarão portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã caso a segurança de seus próprios portos seja ameaçada. Um comunicado do Quartel-General Central do Khatam al-Anbiya, divulgado pela mídia estatal, enfatizou que “nenhum porto” estará seguro.
O exército iraniano classificou o bloqueio naval anunciado pelos EUA como um “ato ilegal e um sinal de pirataria”.
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O bloqueio naval dos EUA
Após negociações de paz fracassadas em Islamabad, capital do Paquistão, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um bloqueio naval. A medida visa a passagem de navios na saída do Estreito de Ormuz.
O Comando Central dos EUA informou que o bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações. Isso inclui as que entram ou saem de portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.
Contudo, os militares norte-americanos permitirão a passagem pelo Estreito de Ormuz para navios que transitam de e para portos não iranianos.
Impacto nos mercados globais de petróleo
O anúncio do bloqueio naval dos EUA provocou uma alta no preço do petróleo tipo Brent. O barril ultrapassou US$ 100 novamente nesta segunda-feira, registrando um aumento de cerca de 6,5%.
O Estreito de Ormuz é uma rota crucial, por onde transitavam aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo por dia antes do conflito. Estima-se que cerca de 20% do petróleo e gás mundial passe por essa região.
Controle iraniano do Estreito de Ormuz
O Irã reiterou que embarcações consideradas “inimigas” não terão direito de transitar pelo Estreito de Ormuz. O país planeja implementar um mecanismo permanente para controlar essa via marítima vital.
As Forças Armadas iranianas afirmam que outras embarcações poderão usar o estreito, mas “em conformidade com os regulamentos da República Islâmica do Irã”.
A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã reforçou que o estreito está sob vigilância total. “Qualquer movimento equivocado prenderá o inimigo nos vórtices mortais do Estreito”, alertou.