A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, na última segunda-feira (1º), uma importante operação para combater a comercialização clandestina de “canetas emagrecedoras”. Esses medicamentos, frequentemente vendidos de forma irregular nas redes sociais, são substâncias de uso controlado. A ação visa interromper a venda sem controle sanitário e em desacordo com as normas regulatórias.
Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Ramos, na zona norte, e em Vargem Pequena, na zona sudoeste da cidade. A operação focou em desmantelar a rede de distribuição ilegal desses produtos.
Detalhes da operação policial
Início da investigação
A investigação, conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), teve início após informações de inteligência. Elas indicavam que um homem anunciava e comercializava, via aplicativos de mensagens, medicamentos para emagrecimento sem procedência comprovada. As vendas ocorriam fora dos canais autorizados e sem exigências sanitárias.
Prisão e apreensões
As investigações permitiram identificar o responsável pelos anúncios e reunir provas da prática contínua da atividade irregular. Durante a operação, um homem foi preso. Foram apreendidos diversos medicamentos, um computador, registros comerciais e outros documentos. Estes materiais podem ajudar a identificar a origem das canetas emagrecedoras e mapear a rede de distribuição.
Riscos e substâncias encontradas
As ações policiais revelaram a oferta de substâncias de alto valor como tirzepatida e retatrutida. Esses medicamentos exigem prescrição e acompanhamento médico. Os anúncios promoviam a disponibilidade imediata, divulgavam preços e indicavam estoque, características de um comércio ilegal contínuo. Um criminoso chegava a garantir o “melhor efeito” em detrimento do valor.
Próximos passos da investigação
Com base nos indícios coletados, os agentes continuarão as investigações para apreender mais materiais. O objetivo é identificar a origem dos produtos, rastrear fornecedores e verificar a participação de outros integrantes na cadeia clandestina.
Anvisa alerta e discute novas normas
Proposta de instrução normativa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está ativamente discutindo uma proposta de instrução normativa. Ela tratará de procedimentos e requisitos técnicos para a manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”.
Esta nova norma faz parte de um plano de ação estratégico da Anvisa. O plano inclui medidas regulatórias e de fiscalização para combater a venda ilegal desses medicamentos.
A instrução normativa definirá procedimentos específicos para importação, qualificação de fornecedores, controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs).
Perigos do mercado ilegal
A popularização das canetas emagrecedoras, com princípios ativos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, impulsionou o mercado ilegal. Atualmente, esses medicamentos só podem ser adquiridos com receita médica retida.
Devido aos graves riscos à saúde pública, a Anvisa tem intensificado as medidas para coibir o comércio ilegal. Isso inclui versões manipuladas sem qualquer autorização ou segurança.