A Espanha, uma das seleções favoritas, encabeça o Grupo H da Copa do Mundo, que será disputada no Canadá, México e Estados Unidos. Após tropeços nas últimas edições, a equipe chega com a ambição de conquistar o bicampeonato mundial. Este grupo, que também conta com o tradicional Uruguai, a Arábia Saudita e a estreante Cabo Verde, promete duelos intensos.
Espanha: favorita ao bicampeonato mundial
A Fúria espanhola desembarca no Mundial com um elenco estelar, reunindo jovens talentos e nomes consagrados. Entre os destaques estão o atacante Lamine Yamal (Barcelona), o meio-campista Rodri (Manchester City) e o zagueiro Cucurella (Chelsea). Com uma campanha sólida nas eliminatórias europeias, a equipe busca superar as decepções recentes.
Desde a vitória na Copa da África do Sul em 2010, a Espanha enfrentou quedas precoces nos Mundiais. A seleção parou nas oitavas de final no Catar (2022) e na Rússia (2018), além de sucumbir na fase de grupos em 2014, no Brasil. No entanto, a recente conquista da Eurocopa 2024, após vencer a Inglaterra, renova as esperanças.
O trabalho do técnico Luis De La Fuente, à frente da seleção há quase três anos e meio, tem sido fundamental. Sob seu comando, a Espanha dominou as eliminatórias com cinco vitórias em seis jogos e nenhuma derrota. Este desempenho robusto credencia a Fúria como uma das principais candidatas ao título.
Uruguai: em busca de redenção com Bielsa
Bicampeã mundial em 1930 e 1950, a seleção do Uruguai é forte postulante a avançar ao mata-mata em segundo lugar no Grupo H. Sob a batuta do técnico argentino Marcelo Bielsa, a Celeste Olímpica visa apagar o fiasco da última edição no Catar (2022), onde foi eliminada na fase de grupos.
Bielsa aposta na criatividade e no poder de fogo dos meio-campistas para impulsionar a equipe na competição. Dos 26 convocados, 12 atuam na posição, incluindo nomes como Federico Valverde (Real Madrid), Rodrigo Bentancur (Tottenham Hotspur), Manuel Ugarte e Nicolás de la Cruz (Flamengo). A estratégia busca fortalecer o setor para garantir um bom desempenho.
Apesar de convocados, Giorgian De Arrascaeta (Flamengo) e Joaquín Piquerez (Palmeiras) estão se recuperando de lesões graves. A participação deles nos primeiros jogos da Copa pode ser incerta, o que representa um desafio para o esquema de Bielsa.
Arábia Saudita: os "Falcões Verdes" em busca de novo feito
Representante asiática, a seleção da Arábia Saudita atinge sua sétima participação em Mundiais nesta edição. O melhor desempenho dos “Falcões Verdes” foi na Copa de 1994, nos Estados Unidos, quando alcançaram as oitavas de final, deixando sua marca na história do torneio.
Na Copa do Catar (2022), a Arábia Saudita protagonizou uma das maiores surpresas ao vencer a Argentina de virada por 2 a 1. A equipe, então comandada pelo técnico francês Hervé Renard, agora está sob o comando do grego Georgios Donis, que assumiu o posto após a saída de Renard em abril.
O entrosamento pode ser um diferencial para os “Falcões Verdes”, já que a maioria dos convocados atua em grandes clubes sauditas como Al-Hilal e Al-Nassr. O atacante Salem Al-Dawsari (Al-Hilal), de 34 anos, camisa 10 da equipe, é um dos principais nomes e uma referência para o time.
Cabo Verde: o estreante que promete surpreender
Estreante em Copas do Mundo, a seleção de Cabo Verde chega credenciada após superar fortes adversários nas eliminatórias africanas. A equipe derrotou a tradicional equipe de Camarões, que ficou de fora deste ano, garantindo sua vaga inédita no torneio.
O técnico Pedro Brito, conhecido como Bubista, foi o responsável por levar os “Tubarões Azuis” à Copa. Ele foi inclusive eleito o melhor treinador da África na temporada passada, um reconhecimento que demonstra a qualidade de seu trabalho.
Considerados “azarões”, os “Tubarões Azuis” contam com jogadores que atuam no futebol português e em ligas de menor projeção na Europa. O principal destaque e capitão do time é o atacante Ryan Mendes, que defende o Iğdır, da segunda divisão da Liga Turca.