Após a decepção de ficar fora da Copa anterior, Matheus Cunha vive um momento mágico no Mundial. O atacante do Manchester United marcou dois gols em sua estreia como titular, sendo crucial na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti. Sua performance decisiva garantiu a liderança do Grupo C para o Brasil.
“Não há nada mais gratificante do que estar realizando este sonho”, declarou Matheus Cunha, emocionado, após a partida. Ele comemora a chance de, finalmente, brilhar na competição mais importante do futebol.
A consagração de um sonho
Há quatro anos, Matheus Cunha sentiu o amargo sabor de não ser convocado para a Copa do Mundo no Catar. Agora, no primeiro jogo como titular em um Mundial, ele foi decisivo. O atacante ajudou o Brasil a liderar seu grupo com uma atuação de gala.
O segredo da união: 'grupo de amigos'
Apesar de vestir a camisa 9, historicamente dos grandes artilheiros, Cunha atua de forma mais flexível, abrindo espaços para os colegas. Curiosamente, o primeiro a abraçá-lo após o gol foi Igor Thiago, o jogador que ele substituiu na escalação. Esse gesto simboliza a camaradagem da equipe.
Matheus Cunha credita esse apoio ao forte ambiente entre os atletas. “É um grupo de amigos mesmo. A gente se une, torce genuinamente um pelo outro”, comentou. Essa união, segundo ele, torna mais fácil absorver os desafios e crescer juntos, quebrando paradigmas da competitividade.
Próximo desafio: Brasil x Escócia
A seleção brasileira volta a campo na quinta-feira, 24 de maio, às 19h (horário de Brasília). O próximo adversário será a Escócia, em Miami. A partida é crucial para a sequência da equipe no torneio.
Líder do Grupo C com os mesmos quatro pontos de Marrocos, mas à frente pelo saldo de gols, o Brasil garante a classificação para a segunda fase com um simples empate. Matheus Cunha analisou: “Temos coisas para melhorar, mas ficamos satisfeitos pelo que fizemos”.
Tática e futuro: Ancelotti avalia
Apesar da boa atuação e dos dois gols, a titularidade de Matheus Cunha não está confirmada para o próximo compromisso da Copa do Mundo. O técnico Carlo Ancelotti explicou que a escolha foi tática, focada especificamente no jogo contra o Haiti.
“Acho que, para esse jogo [contra o Haiti], a posição do Matheus era boa para criar problemas na defesa”, disse Ancelotti em coletiva. O treinador indicou flexibilidade: “Pode ser que no próximo jogo possamos mudar”, sem querer uma identidade clara na forma de atuar.