O Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo (TJD-SP) suspendeu o zagueiro Gustavo Marques, do Bragantino, por 12 jogos. A punição, que inclui uma multa de R$ 30 mil, é resultado de declarações machistas feitas contra a árbitra Daiane Muniz. O incidente ocorreu após uma partida contra o São Paulo pelo Campeonato Paulista.
A origem da polêmica: as falas do zagueiro
Em 21 de fevereiro, após a derrota do Bragantino para o São Paulo, Gustavo Marques proferiu declarações controversas. Em entrevista, ele questionou a escalação da árbitra Daiane Muniz, afirmando que a Federação Paulista não deveria “colocar uma mulher para apitar um jogo desse tamanho”. Ele alegou que ela “acabou com nosso jogo”, gerando grande repercussão.
Repercussão e medidas tomadas
O pedido de desculpas do jogador
Horas após a polêmica, Gustavo Marques pediu desculpas publicamente em suas redes sociais. Ele alegou que estava “de cabeça quente e muito frustrado”, mas admitiu ter falado “o que não deveria e poderia”. O zagueiro expressou arrependimento, pedindo desculpas “a todas mulheres e em especial a Daiane”, e se comprometeu a aprender com o erro.
A postura da Federação Paulista de Futebol (FPF)
A Federação Paulista de Futebol (FPF) condenou veementemente as declarações de Gustavo Marques. A entidade classificou as falas como “primitiva, machista, preconceituosa e misógina”, incompatíveis com os valores do futebol. A FPF, que se orgulha de ter 36 árbitras e assistentes, encaminhou o caso à Justiça Desportiva para providências cabíveis.
Medidas do Bragantino
O Bragantino, clube do zagueiro, também agiu internamente. O jogador foi multado em 50% de seus vencimentos e não foi relacionado para uma partida do Campeonato Brasileiro. O valor da multa será doado à ONG Rendar, que atende mulheres em vulnerabilidade na região.