Raul Jungmann, figura proeminente da política brasileira, faleceu no último domingo, 18 de fevereiro, aos 73 anos. Com uma carreira de mais de 50 anos, ele atuou como vereador, deputado e ministro em diferentes governos.
Sua morte, causada por câncer no pâncreas, gerou grande repercussão. Líderes de diversas correntes ideológicas lamentaram a perda e prestaram suas homenagens.
O legado de um homem público
Jungmann deixou uma marca significativa em sua trajetória. Ele serviu o país em cargos como ministro da Reforma Agrária, Defesa e Segurança Pública durante as gestões de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.
A dor da política: homenagens de líderes
Ex-presidente Michel Temer
O ex-presidente Michel Temer, que teve Jungmann como ministro da Defesa e Segurança Pública, destacou em nota: “Um brasileiro que soube servir ao país. Por onde passou deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, fosse como grande parlamentar. Tristeza no plano cívico, saudades no plano pessoal. Descanse em paz, Raul!”
Ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário)
Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar no governo Lula, ressaltou a contribuição de Jungmann: “Enquanto sua saúde permitiu participou, com generosidade e espírito democrático, do conselho dos ex-ministros do Desenvolvimento Agrário que montei como espaço de consulta e reflexão no ministério. Meus agradecimentos e meus sentimentos aos familiares e amigos de Raul Jungmann”.
Ministros do Supremo Tribunal Federal
Gilmar Mendes, ministro do STF, publicou um extenso texto. Ele afirmou: “Raul foi um homem público de rara integridade e de extraordinária densidade republicana. No exercício de funções centrais no Estado brasileiro, especialmente como ministro no governo de Fernando Henrique, integrou um verdadeiro dream team comprometido com a estabilização institucional, as reformas estruturais e a consolidação da ordem constitucional inaugurada em 1988. (…) O Brasil perde um grande homem público; eu perco um amigo.”
O ministro Alexandre de Moraes também se manifestou em nota. Ele lembrou: “Raul Jungmann, um grande democrata, foi exemplo de homem público, que exerceu diversos cargos, sempre com competência, lealdade e eficiência, como presenciei durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, quando trabalhamos juntos na coordenação da inteligência e segurança do evento”.
Senador Randolfe Rodrigues e Governador Marcelo Leite
Randolfe Rodrigues, senador e líder do governo no Congresso Nacional, lamentou: “A política brasileira perde um grande quadro, um homem de diálogo, firmeza e profundo compromisso com o interesse público. Ficam seu legado, seu exemplo e a saudade entre todos que acreditam na boa política“.
O governador do Rio Grande do Sul, Marcelo Leite, também expressou seu pesar. Ele disse: “Lamento profundamente a morte de Raul Jungmann, aos 73 anos, homem público de trajetória marcante e de grande compromisso com o Brasil. Atuou com seriedade e espírito republicano em diferentes momentos da vida nacional, deixando uma contribuição relevante ao serviço público”.
Nota do Cidadania
O partido Cidadania, ao qual Jungmann foi filiado, divulgou uma nota oficial de seu presidente, Roberto Freire. O comunicado relembra a trajetória do político e destaca: “Mesmo após sua saída formal do partido, manteve uma relação próxima com o Cidadania. Seguiu sendo parceiro, presente no debate político e disponível para contribuir com ideias e formação.”
Informações sobre o velório
O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), presidido por Raul Jungmann, informou os detalhes do velório. A cerimônia será realizada nesta segunda-feira, 19 de fevereiro, das 15h30 às 17h. O local é a capela do Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, e o acesso é restrito a familiares e amigos próximos.