O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na manhã de sexta-feira (13). O diagnóstico é de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.
Detalhes do Diagnóstico e Tratamento
Um boletim médico, divulgado no início da tarde, informou que exames de imagem e laboratoriais confirmaram a broncopneumonia bilateral.
No momento, o ex-presidente está em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo. A nota é assinada pela equipe médica, composta pelo cardiologista Brasil Caiado, pelo Coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
Autorizações e Medidas de Segurança do STF
Em decisão divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa, Michelle Bolsonaro, no hospital como acompanhante.
Os filhos Jair Renan, Flávio, Carlos e Laura, bem como a enteada Letícia, também foram autorizados a visitá-lo durante a internação. Moraes determinou que a vigilância do ex-presidente seja providenciada pelo Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
Dois policiais deverão ficar de prontidão 24 horas na porta do quarto, além de equipes dentro e fora do hospital. O ministro proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo equipamentos médicos, na unidade de internação.
Apelo da Família e Condição Prisional
A informação sobre a internação de Jair Bolsonaro foi inicialmente divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, em uma rede social, e confirmada pela Polícia Militar do Distrito Federal.
Após visitar o pai, Flávio Bolsonaro comentou com jornalistas o estado de saúde do ex-presidente. Ele afirmou que os médicos consideraram esta a pior internação devido à quantidade de líquido nos pulmões.
O senador criticou as condições de encarceramento na Papudinha, onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Ele apelou para que a Justiça conceda a prisão domiciliar humanitária, alegando que o ambiente prisional impede os cuidados necessários.