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Início » Arte marajoara renasce em trajes modernos pelas mãos de mulheres locais
Brasil

Arte marajoara renasce em trajes modernos pelas mãos de mulheres locais

Nrb NewsPor Nrb News12 de outubro de 20253 Minutos de Leitura
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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em Soure, na Ilha de Marajó, Pará, reside Dona Cruz, uma artesã de 77 anos, cujo talento transforma o cotidiano simples em criações sofisticadas. Em sua casa, onde as paredes ainda exibem o reboco, ela se dedica à confecção de trajes de gala marajoaras.

As peças, geralmente camisas de botão, são elaboradas para ocasiões especiais e festividades. A produção artesanal de cada vestimenta, feita em tecido de algodão, demanda de um a três dias, dependendo da complexidade do design. As camisas são adornadas com fitas bordadas, cujos grafismos remetem às cerâmicas indígenas ancestrais.

Autoridades políticas e fazendeiros estão entre os clientes mais assíduos de Dona Cruz. A visibilidade de seu trabalho aumentou significativamente após o governador do estado utilizar um de seus trajes na Cúpula da Amazônia em 2023. A costureira trabalha sob encomenda, enviando suas criações para diversas cidades brasileiras, incluindo Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

Apesar do reconhecimento, o impacto financeiro direto na vida de Dona Cruz ainda é limitado. Ela relata que a receita obtida com as vendas é utilizada principalmente para a compra de novos materiais, garantindo a disponibilidade de produtos para os clientes. A aposentadoria cobre as despesas domésticas. Os preços das roupas variam entre R$ 290 e R$ 410, dependendo do tamanho e das características da peça. A atividade proporciona a Dona Cruz a oportunidade de se manter ativa e adquirir novos conhecimentos. Após se aposentar como inspetora de colégio e ficar viúva, ela encontrou nas camisas uma forma de ocupar a mente.

Dona Cruz recebeu uma máquina de costura industrial através de uma parceria entre a prefeitura de Soure e o governo do estado. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) também ofereceu suporte, por meio do programa Polo de Moda do Marajó, com orientações sobre formação de preços, estratégias de venda, apresentação de produtos e acesso a novos mercados.

No final de outubro, Dona Cruz compartilhará seu conhecimento ministrando um curso de camisaria marajoara pelo Sebrae, com o objetivo de preservar a técnica de bordado que aprendeu com o professor Baiano, falecido durante a pandemia. De suas dez alunas, Dona Cruz foi a única a concluir o curso.

Em Salvaterra, Rosilda Angelim, artesã e costureira quilombola de 56 anos, também ressignifica a arte marajoara, transitando da cerâmica ancestral para a moda contemporânea. Após enfrentar dificuldades financeiras e depressão ao perder o emprego de professora e funcionária pública, Rosilda encontrou na costura uma nova oportunidade. Há 16 anos, ela se dedica ao grafismo marajoara, buscando divulgar a cultura local.

Rosilda lidera um ateliê com seis pessoas, produzindo roupas e acessórios que combinam moda e identidade amazônica. Suas criações são vendidas em lojas de Belém e atraem compradores de diversas regiões do país. A sustentabilidade é um pilar fundamental de seu trabalho, com o uso de tecidos 100% algodão e o reaproveitamento de sobras de materiais, que são doadas para mulheres que produzem tapetes e outros artesanatos.

Glauciane Pinheiro, ex-professora de francês, também se reinventou como costureira e empreendedora. Após ingressar em um curso de costura industrial, mesmo sem experiência prévia, ela desenvolveu uma nova habilidade e lançou a marca Mang Marajó, com estampas autorais e bordados, alguns realizados por famílias e grupos terceirizados da região. Glauciane vislumbra no turismo local uma oportunidade de crescimento, impulsionada pelos preparativos para a COP30.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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