A intensa repressão no Irã parece ter controlado os protestos, conforme relatos de grupos de direitos humanos e moradores. A mídia estatal confirmou mais prisões, enquanto os Estados Unidos (EUA) alertam sobre intervenção caso as mortes persistam.
O presidente dos EUA, Donald Trump, havia ameaçado ação militar em apoio aos manifestantes. No entanto, os temores de um ataque diminuíram após Trump informar que as mortes pela repressão pareciam estar em declínio.
Diplomacia e Alerta da Casa Branca
Aliados dos EUA, como Arábia Saudita e Catar, atuaram diplomaticamente para evitar um ataque militar. Eles alertaram Washington sobre as graves consequências regionais que poderiam afetar os próprios Estados Unidos.
A Casa Branca confirmou que Trump monitora a situação de perto. O presidente e sua equipe alertaram Teerã sobre ‘graves consequências’ caso as mortes relacionadas à repressão persistam.
A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que Trump acredita que 800 execuções programadas foram interrompidas. O presidente mantém ‘todas as suas opções sobre a mesa’, indicando a seriedade da postura americana.
Origem e Cenário Atual dos Protestos
Os protestos tiveram início em 28 de dezembro, motivados pelo aumento da inflação. A economia iraniana foi paralisada por sanções, gerando um dos maiores desafios ao governo clerical desde 1979.
O fluxo de informações do Irã foi dificultado por um apagão na internet. Moradores de Teerã relataram que a capital estava calma desde domingo, com drones sobrevoando a cidade. Nenhum sinal de protesto foi visto na quinta ou sexta-feira.
O grupo de direitos curdo-iraniano Hengaw confirmou a ausência de protestos desde domingo. Eles destacaram que o ‘ambiente de segurança continua altamente restritivo’ na região.
Hengaw, sediado na Noruega, informou à Reuters sobre a ‘forte presença militar e de segurança’. Essa presença foi notada tanto em locais de protestos anteriores quanto em áreas sem grandes manifestações.
Um morador de uma cidade costeira no Mar Cáspio também descreveu as ruas como calmas. Os informantes preferiram manter o anonimato por motivos de segurança pessoal.