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Início » Desmatamento: indígenas alertam que menos aves ameaçam a arte ancestral dos cocares
Brasil

Desmatamento: indígenas alertam que menos aves ameaçam a arte ancestral dos cocares

Nrb NewsPor Nrb News12 de abril de 20264 Minutos de Leitura
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© Bruno Peres/Agência Brasil

Com um cocar ancestral adornando a cabeça, o artesão Tapurumã Pataxó, de 32 anos, lançou um alerta no Acampamento Terra Livre, em Brasília. Ele destacou a preocupante diminuição de aves nos territórios indígenas.

Essa escassez de pássaros, segundo ele, impacta diretamente a produção artesanal de cocares, peças fundamentais da cultura e identidade indígena.

A ameaça silenciosa às aves

A mudança no cenário ambiental é atribuída ao desmatamento, às queimadas e ao uso de agrotóxicos. Essas ações são praticadas por grileiros e invasores não-indígenas, conforme denunciam as lideranças.

“Os fazendeiros estão acabando não só com o nosso território, mas com o Brasil todo”, lamentou Tapurumã, que vive na Aldeia Barra Velha, em Porto Seguro (BA).

Pena a pena: a luta pela preservação cultural

O lamento de Tapurumã Pataxó

Tapurumã recorda ter aprendido a produzir cocares na infância com os avós. Ele destaca a longa história de seu povo: “Somos o primeiro povo que teve contato com os portugueses. E somos desmatados desde 1500”.

Na sua juventude, ele via muito mais araras e outras aves do que atualmente. A comunidade de Tapurumã conta com projetos ambientais voltados para reinserir as aves no ecossistema local.

O artista explica que os cocares são feitos a partir das penas que caem naturalmente dos animais. “Há muitos animais da minha infância que já desapareceram porque tem muita queimada criminosa”.

Tapurumã Pataxó aprendeu a produzir cocares com os avós – Valter Campanato/Agência Brasil

Ahnã Pataxó e a busca por penas

A artesã Ahnã Pataxó, de 45 anos, também da Aldeia Velha, em Porto Seguro (BA), compartilha um relato ainda mais preocupante. Ela precisa recorrer a zoológicos para conseguir penas.

“É uma tristeza muito grande você ver que os animais que eram livres estão hoje em uma área fechada por causa do desmatamento e da falta de consciência ambiental do ser humano”, lamentou.

No dia a dia, Ahnã sente falta do gavião real, da arara e até do papagaio. “Papagaio também está ficando bem escasso e a gente precisa promover mais ações de consciência ambiental”.

Ahnã Pataxó relata que tem que recorrer ao zoológico para recolher penas – Valter Campanato/Agência Brasil

Impacto das mudanças climáticas, segundo Keno Fulni-ô

O impacto ambiental também é percebido pelo artesão Keno Fulni-ô, de 40 anos, que reside em uma aldeia próxima à cidade de Águas Belas (PE). Ele observa a presença de gaviões, caracarás, garças e anus em sua região.

Segundo Keno, as mudanças climáticas têm alterado o comportamento dessas aves. A artesã Ahnã Pataxó destaca que encontros como o Acampamento Terra Livre são essenciais para a troca de penas.

Nessas ocasiões, artesãos compartilham materiais de aves típicas de diferentes habitats, algumas mais resilientes aos impactos ambientais do que outras.

Keno Fulni-o relata que as mudanças climáticas alteraram o comportamento das aves,- Valter Campanato/Agência Brasil

Aalôa Fulni-ô: a nova geração e a arte do cocar

A união do povo Fulni-ô permitiu que o jovem Aalôa, de 21 anos, também de Águas Belas, aprendesse a confeccionar cocares aos 14 anos. Seus amigos no Acampamento Terra Livre elogiam sua notável habilidade.

Enquanto costurava um cocar com penas de papagaio, que esperava concluir em menos de 30 minutos, ele compartilhou sua conexão com a arte. As penas são cuidadosamente limpas e tingidas antes de serem costuradas uma a uma.

“Eu me sinto muito bem em fazer. Acaba com estresse, me relaxa. Somos a voz do nosso povo e uma só família”, afirmou Aalôa, sobre a importância desse trabalho.

O cocar: mais que um adorno, um símbolo de resistência

Tapurumã Pataxó explica que o cocar simboliza a identidade e a proteção de seu povo. “Tem o sentido de nossa resistência. É o que nos protege e nos dá força para lutar pelos nossos direitos, pela educação e pela demarcação do nosso território”.

Ele também faz um apelo para que os não-indígenas que adquirem a peça a tratem com respeito. “Um não indígena comprar para ficar usando como se fosse um indígena não é legal”, sugerindo que seja guardado como uma obra de arte ou item de proteção.

Da mesma forma, Keno Fulni-ô reforça a necessidade de muito respeito pela simbologia do cocar. “Esperamos que uma pessoa não coloque um cocar na cabeça e vá beber, por exemplo. Ir para carnaval. Não é o que o nosso povo espera”.

Ahnã Pataxó esclarece que o cocar é um símbolo de aliança. “Quando nós vamos fazer nossos casamentos tradicionais, a gente não troca uma aliança de metal. A gente troca o cocar”, comparou.

A costura por trás do objeto artístico, pena a pena, representa a união de todo o povo, reforçando a profundidade cultural e espiritual da peça para as comunidades indígenas.

Aves Cocares desmatamento indígenas penas
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