Fechar Menu
NRB NEWS
  • Notícias
  • Brasil
  • Rio de Janeiro
  • Entretenimento
  • Policial
  • Política
  • Cidades
  • Esportes
  • Bem-Estar
Facebook X (Twitter) Instagram
NRB NEWS
  • Notícias
  • Brasil
  • Rio de Janeiro
  • Entretenimento
  • Policial
  • Política
  • Cidades
  • Esportes
  • Bem-Estar
NRB NEWS
Início » Mulheres lésbicas e bissexuais marcham em São Paulo e expõem violências invisíveis
Brasil

Mulheres lésbicas e bissexuais marcham em São Paulo e expõem violências invisíveis

Nrb NewsPor Nrb News7 de junho de 20263 Minutos de Leitura
O que você acha do WhatsApp? Facebook Twitter Pinterest LinkedIn E-mail Copiar Link
© Letícia Treitero/Agência Brasil

A cidade de São Paulo foi palco, neste sábado (6), da 24ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais. O evento reuniu diversas organizações e coletivos para fortalecer reivindicações específicas e dar visibilidade às violências concretas e simbólicas que afetam a comunidade LGBTQIA+ de forma particular.

A articulação do protesto contou com a participação ativa da Coletiva da Visibilidade Lésbica SP, Rede LésBi Brasil, Lésbicas na Parada SP, Rede Nacional Candaces (de Lésbicas e Mulheres Bissexuais Negras Feministas), e da Associação Brasileira de Lésbicas (ABL), entre outros grupos.

A Luta Por Justiça: 10 Anos Sem Respostas no Caso Luana Barbosa

Um dos principais motes da caminhada foi o aniversário de dez anos do assassinato de Luana Barbosa dos Reis. Luana, uma mulher lésbica, negra e periférica, teve sua vida interrompida aos 34 anos, tornando-se mais uma vítima da letalidade policial em 13 de abril de 2016.

Familiares e movimentos da causa denunciam que Luana foi abordada em Ribeirão Preto (SP) por dois policiais militares. Ela foi espancada até a morte após recusar uma revista feita por agentes do gênero masculino, um direito que deveria ter sido assegurado por lei.

Em reconhecimento à sua história, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania criou este ano uma premiação com o nome de Luana. A iniciativa visa reconhecer ações voltadas a mulheres homossexuais e ao enfrentamento do lesbocídio e da lesbofobia.

A irmã de Luana, Roseli dos Reis, presente no ato, lamentou a falta de responsabilização dos agentes até hoje. “Dez anos se passaram. Não são dez dias, dez meses. São dez anos sem resposta”, afirmou Roseli em discurso, destacando a dor do luto interrompido pela busca incessante por justiça.

Ultraconservadorismo e a Extensão da Violência Cotidiana

Na concentração em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), lideranças apontaram a ultradireita brasileira como um fator de agravamento nas perseguições contra mulheres lésbicas e bissexuais. Essas mulheres destoam dos padrões impostos por uma sociedade heteronormativa e patriarcal.

A lista de agressões é vasta, conforme revelado pela edição mais recente do LesboCenso. O ódio, a segregação e a aversão se materializam em discriminação em espaços públicos, invisibilidade de seus relacionamentos, violência verbal, isolamento, assédio sexual e até mesmo o chocante estupro corretivo.

Vivências de Invisibilidade e Descaso na Saúde

Helena Silva, fotógrafa e modelo de 26 anos, identifica-se como pansexual. Ela relata que, como outras pessoas que não se encaixam estritamente na heterossexualidade ou homossexualidade, vivencia um grau significativo de invisibilidade. A figura do unicórnio é utilizada por bissexuais para ilustrar o desdém sobre sua suposta indecisão afetiva.

Sendo negra e moradora da periferia da zona norte de São Paulo, Helena cresceu em uma família evangélica. Apesar da mãe respeitosa, ela não consegue falar livremente sobre suas experiências românticas e sexuais, incluindo seu atual relacionamento com a tatuadora Thais Souza, de 31 anos.

O descaso em consultórios médicos com pacientes bissexuais e lésbicas é uma realidade comum. A desinformação e a má conduta profissional contribuem para a baixa qualidade dos atendimentos de saúde ginecológica e sexual, forçando Helena a buscar orientação com amigos que não a julgavam.

Sobre a mãe, Helena afirma: “Ela vem desse pensamento de família tradicional, de homem e mulher constituindo uma família. Não vou julgar essa forma dela, porque veio da criação dela. Mas também não muda o fato de que eu tenho minha preferência, sim, nem o de que sou filha dela”.

Siga no Google Notícias Siga no YouTube Siga no TikTok
Compartilhar. O que você acha do WhatsApp? Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail Copiar Link
Artigo anteriorBrasil vence Egito em último teste e mira estreia na Copa do Mundo

Posts relacionados

Moraes valida acordo de deputado réu pelo 8 de janeiro; veja as condições para suspender a ação

6 de junho de 2026

Professores: última chance para concorrer a R$ 30 mil em prêmio da Fundação Carlos Chagas

6 de junho de 2026

Fachin recusa pedido e Kassio Nunes segue em julgamento da CPI do Banco Master

5 de junho de 2026

Reviravolta na pena de Robinho? Defesa pede ao STF retirada de hediondez

5 de junho de 2026

Urgente: Fachin autoriza AGU a defender Moraes em ação nos EUA

4 de junho de 2026

Adilsinho, da cúpula do jogo do bicho, tem nova prisão decretada por execução no Rio

4 de junho de 2026
Últimas Notícias

Mulheres lésbicas e bissexuais marcham em São Paulo e expõem violências invisíveis

Por Nrb News7 de junho de 2026

Brasil vence Egito em último teste e mira estreia na Copa do Mundo

7 de junho de 2026

Moraes valida acordo de deputado réu pelo 8 de janeiro; veja as condições para suspender a ação

6 de junho de 2026

Professores: última chance para concorrer a R$ 30 mil em prêmio da Fundação Carlos Chagas

6 de junho de 2026
NRB NEWS
Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
  • Quem Somos
  • Política de Privacidade
  • Expediente
  • Contato
© 2026 NRB EDITORA LTDA - GRUPO NRB DE COMUNICAÇÃO - CNPJ: 21.554.570/0001-01 - Todos os direitos reservados.

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.