As exportações do Brasil alcançaram um recorde histórico em junho, contribuindo significativamente para a melhoria das contas externas do país.
Dados do Banco Central (BC), divulgados nesta terça-feira (28), revelam um déficit em transações correntes de US$ 2,3 bilhões no mês.
Esse valor representa menos da metade do resultado negativo de US$ 5,2 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.
Balança comercial impulsiona melhora
A redução do déficit foi amplamente impulsionada pelo robusto desempenho da balança comercial.
O superávit comercial atingiu US$ 8,8 bilhões em junho, um aumento expressivo em relação aos US$ 5,2 bilhões do mesmo mês no ano passado.
As exportações de bens somaram US$ 36,4 bilhões, o maior valor já registrado na série histórica do Banco Central.
Este resultado representa um crescimento de 24,8% em comparação a junho do ano anterior, enquanto as importações também avançaram, chegando a US$ 27,6 bilhões, uma alta de 15,3%.
Déficit na conta de serviços cresce
Apesar da melhora na balança comercial, o déficit na conta de serviços registrou um aumento de US$ 0,7 bilhão em relação a junho do ano passado, totalizando US$ 5,1 bilhões.
Esse aumento foi influenciado principalmente pelas maiores despesas líquidas com viagens internacionais, transporte e serviços de telecomunicações, computação e informação.
No acumulado de 12 meses encerrado em junho, o déficit em transações correntes somou US$ 61,4 bilhões, o equivalente a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB).
Investimentos no país
Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$ 9,1 bilhões em junho, superando os US$ 3,1 bilhões do mesmo mês do ano passado.
No período de 12 meses, o investimento direto acumulado alcançou US$ 89,3 bilhões, equivalente a 3,58% do PIB.
Movimentação em carteira
Já os investimentos em carteira apresentaram uma saída líquida de US$ 0,6 bilhão no mês.
Houve uma retirada líquida de US$ 2,2 bilhões em ações e fundos de investimento, parcialmente compensada por ingressos de US$ 1,6 bilhão em títulos no mercado doméstico.
Reservas internacionais
As reservas internacionais do país encerraram junho em US$ 367,6 bilhões, uma redução de US$ 3,6 bilhões em relação ao mês anterior.
A queda foi atribuída às variações cambiais entre as moedas das reservas, vendas de dólares no mercado à vista e oscilações nos preços dos ativos.