Fechar Menu
NRB NEWS
  • Notícias
  • Brasil
  • Rio de Janeiro
  • Entretenimento
  • Policial
  • Política
  • Cidades
  • Esportes
  • Bem-Estar
Facebook X (Twitter) Instagram
NRB NEWS
  • Notícias
  • Brasil
  • Rio de Janeiro
  • Entretenimento
  • Policial
  • Política
  • Cidades
  • Esportes
  • Bem-Estar
NRB NEWS
Início » Estudo chocante: gênero, raça e origem familiar são decisivos para a mobilidade social no Brasil
Brasil

Estudo chocante: gênero, raça e origem familiar são decisivos para a mobilidade social no Brasil

Nrb NewsPor Nrb News31 de julho de 20263 Minutos de Leitura
O que você acha do WhatsApp? Facebook Twitter Pinterest LinkedIn E-mail Copiar Link
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Atlas da Mobilidade Social, lançado recentemente, revela que gênero, raça e origem familiar são os fatores cruciais para a baixa ascensão social no Brasil. Esta plataforma pública foi desenvolvida pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds) em colaboração com o Prospera Lab.

O levantamento aponta que entre jovens brancos de famílias nos 25% mais pobres, 36,3% permanecem nesse grupo na vida adulta. Para os não brancos, essa probabilidade salta para 51,6%, evidenciando o impacto da questão racial.

O gênero também influencia drasticamente a mobilidade social. Filhos homens de pais nos 25% mais pobres têm 32,9% de chance de permanecer nesse estrato. Já para as mulheres, a proporção atinge 65,1%.

A desigualdade se aprofunda com o recorte racial: 69% das mulheres não brancas continuam entre os 25% mais pobres quando adultas. Este percentual é 52,9% entre as mulheres brancas.

O peso da origem familiar

Filhos de pais nos 25% mais pobres têm 48% de chance de permanecer nesse grupo na idade adulta. Romper esse ciclo é desafiador: apenas 8,32% alcançam os 25% mais ricos. Somente 1,28% chegam ao estrato dos 10% com maior renda do país.

Para famílias de maior renda, o cenário muda. Jovens com pais na faixa intermediária (26% a 75% mais ricos) têm 17,5% de probabilidade de chegar aos 25% mais ricos. Filhos de famílias nos 25% mais ricos mantêm essa posição em 56,5% dos casos, e 30,8% alcançam os 10% mais ricos.

Mobilidade social ao longo das gerações

O Atlas indica que a hierarquia de oportunidades é resistente ao longo do tempo. Comparando gerações nascidas entre 1983-1987 e 1988-1990, houve um pequeno aumento na mobilidade. Contudo, a ascensão social dos filhos permanece similar à dos pais.

Filhos de pais nos 25% mais pobres (nascidos entre 1983-1987) tinham 7,9% de chance de ascender aos 25% mais ricos. Para os nascidos entre 1988-1990, a probabilidade subiu ligeiramente para 8,8%.

A tendência se mantém em famílias de renda média: a chance de ascender aos 25% mais ricos foi de 16,6% para 18,6%. Essa pequena variação reforça a persistência da baixa mobilidade social no país.

Desigualdades regionais e educação

O Atlas também avaliou a ascensão social de jovens de baixa renda por região. As maiores chances de mobilidade estão no Sul, Sudeste e partes do Centro-Oeste. Norte e Nordeste, por outro lado, mostram as menores taxas, com a pobreza persistindo entre gerações.

A desvantagem social é mais intensa em municípios do Norte e Nordeste, onde filhos de baixa renda tendem a permanecer no mesmo grupo.

Há grandes contrastes municipais nas oportunidades. Em Assis Brasil (AC), 84,4% dos jovens de famílias pobres permanecem nesse grupo, um dos piores resultados. Em Ponte Serrada (SC), apenas 2,13% ficam no mesmo estrato, indicando maior ascensão.

A importância da educação

A educação se destaca como o indicador mais ligado à mobilidade social no Atlas. Municípios com melhores resultados educacionais, como maior Ideb e menor distorção idade-série, mostram maiores chances de ascensão.

Paulo Tafner, presidente do Imds, afirmou que a mobilidade social exige a redução das desigualdades de origem. Ele ressaltou que políticas educacionais são cruciais, mas devem ser aliadas a estratégias econômicas para ampliar oportunidades.

Os dados do Atlas são baseados na metodologia do artigo acadêmico “Intergenerational Mobility in the Land of Inequality” (Britto et al., 2025).

Desigualdade Gênero Mobilidade social Origem familiar Raça
Siga no Google Notícias Siga no YouTube Siga no TikTok
Compartilhar. O que você acha do WhatsApp? Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail Copiar Link
Artigo anteriorVendaval no Rio: 42 ônibus são autuados por circular sem identificação de linha

Posts relacionados

Fies 2º semestre: lista de pré-selecionados é divulgada; saiba o que fazer

30 de julho de 2026

Dólar despenca e atinge menor valor em quase dois meses: entenda o que mudou!

30 de julho de 2026

Começa na segunda (3) campanha de multivacinação em SP para menores de 15 anos

30 de julho de 2026

Bolsa Família: Caixa paga benefício de julho para NIS final 9 nesta quinta-feira

30 de julho de 2026

Choque elétrico mata 3 e deixa mulher gravemente ferida no Rio após ventania

30 de julho de 2026

Homicídios em SP: estado registra queda histórica de 7,3% no 1º semestre

30 de julho de 2026
Últimas Notícias

Estudo chocante: gênero, raça e origem familiar são decisivos para a mobilidade social no Brasil

Por Nrb News31 de julho de 2026

Vendaval no Rio: 42 ônibus são autuados por circular sem identificação de linha

31 de julho de 2026

Lula ganha novo aliado forte: PCdoB oficializa apoio à presidência

31 de julho de 2026

Fies 2º semestre: lista de pré-selecionados é divulgada; saiba o que fazer

30 de julho de 2026
NRB NEWS
Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
  • Quem Somos
  • Política de Privacidade
  • Expediente
  • Contato
© 2026 NRB EDITORA LTDA - GRUPO NRB DE COMUNICAÇÃO - CNPJ: 21.554.570/0001-01 - Todos os direitos reservados.

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.