O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, oficializou sua posição de neutralidade para o segundo turno das eleições. Após terminar a disputa em terceiro lugar, o político declarou que manterá silêncio absoluto sobre o embate entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.
A decisão foi comunicada diretamente a jornalistas na noite de domingo, 4 de outubro de 2026. Cury enfatizou que nenhum integrante de sua equipe, incluindo o coordenador de campanha Júlio Delgado, possui autorização para manifestar apoio em seu nome a qualquer um dos candidatos remanescentes na corrida eleitoral.
Augusto Cury adota silêncio estratégico após resultado das urnas
Ao explicar sua postura, o candidato destacou o desejo de não interferir na escolha final do eleitorado brasileiro. Ele afirmou que prefere se silenciar completamente em relação aos nomes que avançaram para a etapa decisiva do pleito, evitando responder questionamentos sobre preferências pessoais ou possíveis alianças partidárias.
Essa neutralidade ocorre em um momento em que os 3,44 milhões de votos conquistados por Cury tornam-se alvo de interesse das campanhas adversárias. Com 2,89% dos votos válidos, o capital político acumulado pelo escritor e médico é visto como um fator que poderia influenciar o equilíbrio de forças na reta final da disputa pela chefia do Executivo.
Desempenho eleitoral e o apelo contra a polarização
Durante toda a sua trajetória na campanha, o representante do Avante pautou seu discurso na necessidade de encerrar a polarização política no país. Em nota divulgada após a apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele agradeceu aos eleitores e reforçou a importância do diálogo entre diferentes espectros ideológicos.
Cury defendeu que conservadores e progressistas devem conviver sem ódio ou desumanização mútua. Ele solicitou formalmente que os dois candidatos finalistas considerem suas propostas de governo, focadas na pacificação social, independentemente de quem saia vitorioso na votação definitiva que definirá o próximo presidente.
Planos para o futuro e afastamento da vida pública
Além da neutralidade, o político indicou que deve abandonar a vida político-partidária de forma definitiva. Ele expressou ter total convicção de que não pretende continuar na carreira política, citando o desejo de se dedicar a projetos pessoais e profissionais que já estavam em andamento antes de sua candidatura oficial.
Embora tenha ressalvado que o futuro pode trazer novas perspectivas, ele reiterou que raramente muda de opinião quando possui uma convicção sólida sobre seus caminhos. Para mais detalhes sobre o cenário das eleições, é possível acompanhar as atualizações oficiais na Agência Brasil.











