A Polícia Federal (PF) contabilizou a apreensão de R$ 2,8 milhões em recursos e bens relacionados a crimes eleitorais durante o primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4). O balanço oficial detalha que, do montante total, R$ 520 mil foram encontrados em espécie com suspeitos em diversas regiões do país, enquanto o restante do valor refere-se a bens apreendidos em operações de fiscalização.
A atuação da corporação concentrou-se na prevenção e repressão de condutas que ferem a legitimidade do pleito. Segundo os dados consolidados, as equipes de segurança trabalharam intensamente para coibir práticas como a corrupção eleitoral e a propaganda irregular, garantindo a ordem durante o processo de votação em todo o território nacional.
Prisões e procedimentos investigativos no dia da votação
Até o final do domingo, a Polícia Federal registrou a condução de 204 pessoas a delegacias por envolvimento em atividades suspeitas. O balanço aponta a instauração de 49 inquéritos policiais e a lavratura de 100 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) para apurar as infrações detectadas em flagrante.
Entre as ocorrências mais frequentes registradas pelas autoridades, destacam-se a compra de votos e a realização de propaganda eleitoral irregular, condutas que lideraram as estatísticas de crimes no primeiro turno. A fiscalização ocorreu de forma coordenada com a Justiça Eleitoral para identificar fluxos financeiros ilícitos destinados a influenciar o resultado das urnas.
Estados com maior incidência de crimes eleitorais
As operações da PF foram registradas no Distrito Federal e em outros 23 estados brasileiros. A lista inclui unidades federativas como Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Piauí, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte e Tocantins.
No acumulado de 2026, a Polícia Federal já abriu 1.342 inquéritos para investigar crimes eleitorais no Brasil. O estado do Rio de Janeiro lidera o ranking nacional de investigações, com 156 procedimentos, seguido pelo Maranhão (135), Ceará (120) e São Paulo (98). O volume total de apreensões no ano já ultrapassa a marca de R$ 30 milhões, conforme dados da Agência Brasil.
Monitoramento e transparência das investigações
Para garantir a transparência do processo, a Polícia Federal mantém um painel de monitoramento em tempo real que permite acompanhar o andamento das investigações de crimes eleitorais em todo o país. A ferramenta é utilizada para mapear manchas criminais e direcionar o efetivo para áreas com maior risco de irregularidades.
As investigações iniciadas no primeiro turno devem prosseguir nas próximas semanas, podendo resultar em novas fases operacionais e indiciamentos. A corporação reforça que o uso de tecnologia e o monitoramento de movimentações financeiras atípicas são pilares fundamentais para combater a influência do poder econômico ilícito nas eleições brasileiras.











