A cidade de Macaé, no Rio de Janeiro, deu um passo importante na discussão sobre a assistência em saúde com a abertura da I Conferência de Cuidados Paliativos. O evento, iniciado nesta terça-feira (6) no auditório da Câmara Municipal, reúne gestores, profissionais da área e estudantes para debater a implementação de políticas públicas que priorizem a dignidade humana em todas as fases da vida.
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Organizada pela Secretaria Municipal de Saúde, a conferência tem como tema central “Macaé que cuida – reflexões multiprofissionais do cuidar por toda a vida”. A iniciativa busca integrar os cuidados paliativos à rotina das unidades de saúde, garantindo que pacientes com doenças que ameaçam a continuidade da vida recebam suporte físico, psicossocial e espiritual adequado.
Foco na dignidade e políticas públicas de saúde
A abertura do encontro foi marcada por uma defesa enfática da humanização no atendimento. Paloma Soares, coordenadora de Cuidados Especiais de Macaé, destacou que o objetivo principal é transformar os debates em ações práticas dentro da rede municipal. Segundo a coordenadora, o foco deve estar na escuta ativa e no respeito aos valores do indivíduo, garantindo que a assistência não se limite apenas ao tratamento curativo.
A mesa de abertura contou com a presença de autoridades locais, incluindo secretários de saúde e especialistas do Hospital Público Municipal (HPM) e do Polo de Oncologia. O debate reforça a necessidade de uma rede de apoio sólida, que envolva desde a atenção básica até a alta complexidade. Para entender melhor a importância dessa abordagem, é possível consultar as diretrizes da Política Nacional de Cuidados Paliativos instituída recentemente pelo Ministério da Saúde.
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Programação aborda do luto ao cuidado oncológico
O primeiro dia de atividades apresentou uma série de palestras técnicas e oficinas. Entre os temas discutidos, destacaram-se as percepções dos profissionais sobre a educação permanente na área e os desafios enfrentados no fim da vida, equilibrando a assistência entre o ambiente hospitalar e o domiciliar.
Especialistas também abordaram a autopercepção do cuidador, ressaltando que o profissional precisa estar bem amparado para oferecer um cuidado de qualidade. Na área oncológica, o debate focou na funcionalidade e na autonomia do paciente, elementos essenciais para manter a qualidade de vida durante o tratamento de doenças crônicas complexas.
Encerramento discute o futuro da assistência no SUS
A conferência segue com atividades nesta quarta-feira (7), focando no futuro da assistência dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). A programação matutina inclui discussões sobre a reabilitação nos cuidados paliativos, buscando romper paradigmas de que essa modalidade de atendimento seria exclusiva para pacientes em fase terminal imediata.
Na parte da tarde, o evento dedica atenção especial à pediatria, com debates sobre o cuidado contínuo para crianças com condições crônicas complexas. O encerramento será focado na Terapia da Dignidade, uma abordagem clínica que utiliza o resgate da história e do legado do paciente como ferramenta terapêutica fundamental para o bem-estar emocional.
O evento é uma realização da Prefeitura de Macaé com apoio do Núcleo de Educação Permanente em Saúde (Neps) e da Comissão de Cuidados Paliativos do município, consolidando a cidade como um polo de discussão sobre humanização hospitalar na região norte fluminense.











