A delegação brasileira de halterofilismo paralímpico apresenta um desempenho dominante no Open das Américas, realizado na Cidade do México. Após os primeiros três dias de disputas, o Brasil consolidou sua posição no topo do quadro geral de medalhas, acumulando 14 pódios, sendo sete deles de ouro. A competição é estratégica para o ciclo paralímpico, pois soma pontos fundamentais para o ranking de classificação aos Jogos de Los Angeles 2028.
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O destaque da campanha brasileira ocorreu na terça-feira (6), quando os atletas conquistaram quatro medalhas de ouro e garantiram três dobradinhas no pódio. A performance coletiva permitiu que o país disparasse na liderança da competição, que reúne os principais nomes da modalidade no continente americano.
Recorde e favoritismo de Mariana D’Andrea
A paulista Mariana D’Andrea, atual bicampeã paralímpica, confirmou o favoritismo na categoria até 73 kg. Além de garantir a medalha de ouro, a atleta estabeleceu um novo recorde das Américas ao erguer 146 kg, superando sua própria marca anterior em um quilo. A vitória foi completada por uma dobradinha brasileira, com a mineira Caroline Fernandes conquistando a medalha de prata ao levantar 119 kg.
Em preparação para o torneio, Mariana ressaltou a importância da disciplina para se manter no topo do esporte mundial. Segundo a atleta, o status de campeã paralímpica serve como motivação adicional para defender seu espaço diante de adversárias que a têm como principal alvo nas competições internacionais.
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Domínio brasileiro nas categorias masculinas e femininas
Nas outras categorias disputadas na terça-feira, o paraibano Ailton de Souza garantiu o ouro na divisão até 80 kg. Ele levantou 201 kg, estabelecendo uma vantagem considerável sobre o equatoriano Sebastian Ayala e o mexicano Jairo Santiago. Ailton, que superou sequelas de paralisia infantil, é um dos nomes experientes da equipe nacional.
O Brasil também brilhou nas categorias femininas com mudanças de peso bem-sucedidas. Maria de Fátima Castro, medalhista em Paris 2024, estreou na categoria até 79 kg com vitória, erguendo 135 kg. Ela superou a compatriota Gabrielle Lima, que ficou com a prata. Na categoria até 61 kg, Laira Guimarães assegurou o primeiro lugar com 109 kg, seguida pela paraense Naira Cruz, que levou a prata.
O início da competição já havia sido promissor para o país. Na segunda-feira (5), Maria Rizonaide da Silva venceu na categoria até 50 kg, enquanto Ana Paula Marques e Cristiane Reis garantiram bronzes. No domingo (4), os mineiros Marco Túlio Cruz e Lara Lima também subiram ao topo do pódio em suas respectivas categorias, reforçando a força da base mineira no halterofilismo.
Caminho para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028
O Open das Américas na Cidade do México integra o calendário obrigatório da World Para Powerlifting (WPPO) para atletas que visam a classificação para a próxima Paralimpíada. Segundo as regras do Comitê Paralímpico Internacional, a jornada de qualificação exige a participação em eventos específicos nos próximos anos.
- 2025: Participação obrigatória nos Jogos Parapan-Americanos de Lima e no Campeonato Mundial.
- 2028: Presença em pelo menos duas etapas da Copa do Mundo de halterofilismo.
A classificação final para Los Angeles será definida pelo ranking mundial, onde os oito melhores atletas de cada categoria de peso garantem a vaga, desde que tenham cumprido todos os requisitos de participação em torneios oficiais. Os resultados detalhados podem ser acompanhados via Agência Brasil.









