O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, iniciou uma série de visitas às unidades acadêmicas para ouvir demandas e buscar soluções para gargalos históricos da instituição. Na última terça-feira, 6 de outubro, o gestor participou de uma reunião com o Conselho Deliberativo da Coppe/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia), onde discutiu temas críticos como a segurança no campus e a defasagem do quadro de servidores.
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Durante o encontro, que reuniu cerca de 40 professores, pesquisadores e técnicos no auditório da unidade, Medronho reforçou a importância de uma gestão de proximidade. Ao lado da diretora da Coppe, Suzana Kahn, e do presidente do Conselho, Glauco Nery Taranto, o reitor ouviu relatos sobre as dificuldades enfrentadas no cotidiano da Cidade Universitária, que vão desde a infraestrutura digital precária até o envelhecimento do corpo docente sem a devida reposição.
Segurança na Cidade Universitária e parcerias estratégicas
Um dos pontos de maior preocupação manifestados pela comunidade acadêmica foi a segurança pública dentro do campus. O debate incluiu propostas para a ampliação do monitoramento por câmeras e a instalação de cancelas e pórticos para o controle de veículos nas entradas e saídas da Cidade Universitária.
Medronho informou que a UFRJ está em diálogo com a Prefeitura do Rio para integrar o sistema de vigilância da universidade ao monitoramento urbano da cidade. Além disso, o reitor mencionou a possibilidade de uma parceria com a Petrobras, que possui o centro de pesquisas Cenpes no campus, para fortalecer a estrutura de segurança. A ideia é que a identificação de veículos irregulares gere alertas imediatos para a Divisão de Segurança (Diseg) da universidade.
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Renovação de pessoal e infraestrutura digital
A crise na renovação dos quadros de trabalho também dominou a pauta. Professores da Coppe alertaram para o risco provocado pelas aposentadorias sem concursos imediatos para substituição, o que sobrecarrega os profissionais ativos e ameaça a continuidade de pesquisas de ponta. Essa carência atinge tanto o corpo docente quanto os servidores técnico-administrativos.
No campo da tecnologia, foram relatadas falhas constantes de conectividade e instabilidade nos sistemas internos. O reitor reconheceu que a modernização da infraestrutura digital é prioritária para garantir que as atividades de ensino e pesquisa não sejam prejudicadas por limitações técnicas básicas.
Investimentos em laboratórios e pesquisa
Apesar do cenário orçamentário desafiador, a Reitoria destacou o uso de recursos provenientes dos Custos Indiretos de Projetos (CIP) para viabilizar melhorias. Segundo Medronho, um edital de R$ 8 milhões foi lançado neste ano com foco exclusivo na recuperação de laboratórios didáticos de graduação e unidades de pesquisa.
A diretora Suzana Kahn ressaltou que o estreitamento dos canais com a administração central é fundamental para que as unidades de excelência, como a Coppe, possam contribuir de forma mais direta para o desenvolvimento da universidade como um todo. Mais informações sobre as ações da gestão podem ser acompanhadas no portal oficial da UFRJ.
Ao encerrar a visita, o reitor reafirmou seu compromisso com a valorização da produção científica nacional. Com 50 anos de trajetória na instituição, Medronho defendeu que o sentimento de pertencimento e o reconhecimento do que é produzido nos laboratórios são os pilares para superar a crise e garantir o orgulho da comunidade acadêmica.











