A Prefeitura de Maricá, por meio da Companhia de Saneamento de Maricá (Sanemar), segue com o cronograma de obras da nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Itaipuaçu. O projeto representa um marco na infraestrutura urbana do município, sendo projetado para se tornar a maior unidade de tratamento de efluentes da cidade.
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O empreendimento foi desenhado para atender inicialmente cerca de 90 mil pessoas, com capacidade de expansão para beneficiar até 185 mil moradores. A estrutura será o núcleo central de um sistema robusto de esgotamento sanitário, abrangendo áreas estratégicas como Jardim Atlântico, Vigário, Inoã Sul, Manu Manoela e São José do Imbassaí.
Tecnologia e impacto ambiental da nova ETE
A unidade de Itaipuaçu utilizará processos de tratamento biológico avançado. Após o tratamento, o efluente será conduzido por meio de um emissário submarino, garantindo que o descarte ocorra conforme os padrões ambientais exigidos. Além da funcionalidade técnica, o projeto prevê uma estrutura compacta que será integrada a espaços de convivência, visando minimizar o impacto visual e promover a harmonia com o entorno.
Segundo a presidente da Sanemar, Márcia Ferreira, a obra é fundamental para o cumprimento do Marco Legal do Saneamento. A iniciativa busca não apenas a saúde pública, mas também a preservação do complexo lagunar da região. A expectativa é que a conclusão do sistema reduza drasticamente o uso de fossas sanitárias e a presença de esgoto a céu aberto, fatores que impactam diretamente a qualidade de vida e a valorização imobiliária local.
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Cronograma e expansão das redes coletoras
Enquanto a construção da estação avança, a prefeitura trabalha simultaneamente na implantação das redes coletoras nos bairros do entorno. Atualmente, frentes de trabalho atuam no Jardim Atlântico Leste e em São José do Imbassaí. Simultaneamente, as regiões de Vigário e Inoã Sul encontram-se em fases de projeto e processos licitatórios para o início das intervenções.
O projeto total está estruturado em quatro etapas fundamentais para garantir a eficiência do sistema:
- Implantação das tubulações e estações elevatórias de bombeamento nos bairros atendidos;
- Execução das obras civis da estrutura da ETE;
- Instalação da tubulação de condução do efluente tratado até a costa;
- Assentamento da tubulação no leito marinho, incluindo a instalação dos difusores para a descarga oceânica.











