A desigualdade social no Brasil se reflete drasticamente na velhice. Muitos brasileiros atingem a terceira idade sem a segurança financeira esperada, vivendo de benefícios mínimos. O programa “O relógio financeiro da longevidade” da TV Brasil explora essa realidade alarmante.
Veja quando assistir ao programa
O programa “O relógio financeiro da longevidade” será exibido nesta **segunda-feira (10)**, às **23h**, na **TV Brasil**. Você também poderá assistir e acompanhar a discussão pelo canal da emissora no Youtube.
A cruel face da desigualdade na terceira idade
No Brasil, seis de cada dez pessoas com **60 anos ou mais** dependem exclusivamente de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Servidores públicos e quem complementa a renda com previdência privada ou trabalho são exceções a essa regra.
Essa disparidade é gritante, como destaca Alexandre da Silva, secretário Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa: “Temos grupos sociais que chegam facilmente aos 80 anos com acúmulo de poupanças, mas também um grupo que não chega com nada disso”.
A desigualdade racial aprofunda o problema. Nina Silva, especialista em Finanças e CEO do Movimento Black Money, aponta que “trabalhadores pretos e pardos recebem cerca de **40% a 45%** a menos que trabalhadores brancos”, resultando em aposentadorias no piso mínimo.
Caminhos para uma velhice mais digna
Para Nina Silva, a solução passa por “gerar capital dentro da comunidade”, um passo crucial para “quebrar o ciclo da pobreza intergeracional” e impactar a base da pirâmide social.
Além disso, é fundamental ampliar a educação financeira para idosos, reduzir golpes e combater a violência patrimonial. Essa última explodiu no último ano.
Franciely Almeida, coordenadora-geral do Disque 100, revela números alarmantes: “Em **2023**, tivemos mais de **59 mil denúncias** de violações de direitos humanos em questão patrimonial envolvendo a pessoa idosa. Neste ano, já são mais de **19 mil denúncias** desse tipo”.
O drama da violência patrimonial: um exemplo real
A mãe do servidor público Flávio Amorim é um exemplo doloroso. Professora aposentada, ela sofreu um rombo de **R$ 370 mil** após a filha, irmã de Flávio, contrair cinco empréstimos consignados usando sua conta e celular, em um período de vulnerabilidade.
Casos como esse se espalham pelo país. Para aprofundar a discussão sobre perfis de vítimas e agressores, além de estratégias de prevenção, a equipe do Caminhos da Reportagem entrevistou vítimas, policiais, defensores públicos e educadores financeiros.