O histórico Paço Imperial, uma joia arquitetônica na Praça XV, Centro do Rio de Janeiro, celebra 40 anos de sua atuação como centro cultural. Para marcar a data, o local inaugura uma exposição inédita que reúne obras de mais de 100 artistas.
Antiga sede do Império e Casa dos Vice-Reis do Brasil, o Paço consolida sua importância como um dos mais longevos centros culturais da região central carioca.
Constelações: uma viagem pela arte brasileira
A mostra, intitulada Constelações – 40 anos do Paço Imperial, apresenta cerca de 160 obras. Dentre elas, destacam-se trabalhos icônicos e alguns inéditos de grandes nomes da arte brasileira.
Artistas como Adriana Varejão, Hélio Oiticica, Lygia Clark e Roberto Burle Marx têm suas criações expostas. A curadoria é assinada por Claudia Saldanha, Ivair Reinaldim e a equipe do próprio Paço Imperial.
Detalhes da mostra e conceito curatorial
A exposição estará aberta ao público até 7 de junho, esperando atrair amantes da arte e turistas. O nome ‘Constelações’ reflete um conceito de ausência de hierarquia e linearidade entre as obras.
Os visitantes podem explorar 12 salões e dois pátios internos repletos de cultura, incluindo um jardim em homenagem a Roberto Burle Marx. A curadoria propõe misturar diferentes gerações e contextos artísticos.
A rica história do Paço Imperial
Inaugurado em 1743, o Paço Imperial foi palco de momentos cruciais da história brasileira. Serviu como residência de Dom João VI e foi o local do histórico Dia do Fico, em 1822, com Dom Pedro I.
A Princesa Isabel também assinou a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no país em 1888, em um dos salões do Paço. O Imperador Pedro II passou suas últimas horas no Brasil ali antes de ser exilado após a Proclamação da República.
Paço Imperial: um centro cultural consolidado
Após o fim do Império, o prédio manteve seu nome e, em 1938, foi tombado como patrimônio histórico. Desde 1985, funciona como centro cultural, vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O Centro Cultural do Paço Imperial, com seus 40 anos, antecede outros importantes espaços na região central do Rio. Ele se dedica a diversas vertentes artísticas, da contemporânea à popular, e à preservação da história e do patrimônio.