A Copa do Mundo em questão foi carinhosamente apelidada de “Copa dos Protagonistas”, e não é por acaso. Em grande parte das seleções que avançaram na competição, os jogadores esperados para liderar tecnicamente suas equipes têm correspondido às expectativas.
Em alguns casos, o desempenho desses craques vai até além do esperado, consolidando-os como figuras centrais do torneio e garantindo momentos inesquecíveis para os fãs de futebol.
Mbappé x Hakimi: o encontro de amigos em campo
O atacante Kylian Mbappé é, sem dúvida, a estrela maior da França. Mesmo com outros talentos, o camisa 10 do Real Madrid (Espanha) tem brilhado intensamente, vivendo um Mundial ainda mais espetacular que os anteriores.
Em cinco jogos neste Mundial, Mbappé marcou incríveis sete gols, aproximando-se do recorde de oito gols que o consagrou artilheiro da Copa do Catar em 2022. Ele agora acumula 19 gols em três Copas.
A França enfrentou Marrocos nas quartas de final em Boston (Estados Unidos). Do lado dos Leões do Atlas, o lateral-direito Achraf Hakimi se destacou como a estrela marroquina e grande amigo pessoal de Mbappé, desde os tempos em que jogaram juntos no Paris Saint-Germain.
Hakimi, em sua terceira Copa, se tornou o africano com mais jogos no torneio, totalizando 15 partidas. Apesar de sua posição defensiva, contribuiu com um gol e duas assistências neste Mundial. Segundo o site especializado Transfermarkt, ele é o lateral mais caro do mundo, avaliado em 80 milhões de euros (cerca de R$ 471,4 milhões).
Messi x Xhaka: a genialidade argentina contra a solidez suíça
Lionel Messi, o craque argentino, é outro protagonista que superou as expectativas. Com 39 anos, ele também marcou sete gols neste Mundial, com o diferencial de ter balançado as redes em todos os cinco jogos que disputou.
O camisa 10 da Argentina já foi decisivo em momentos cruciais, liderando viradas históricas e demonstrando sua capacidade de “apagar incêndios” em campo.
A Argentina de Messi enfrentou a Suíça nas quartas de final em Kansas City (Estados Unidos). A seleção alpina é uma das mais experientes, com 18 dos 26 convocados já tendo participado de alguma Copa.
O meia Granit Xhaka é o protagonista suíço, em sua quarta participação em Mundiais. Sua celebração polêmica em 2018, em homenagem à sua origem albanesa-kosovar, ficou marcada na história das Copas. Ele marcou um gol nesta edição, na goleada sobre a Bósnia e Herzegovina.
Haaland x Kane: o encontro de goleadores implacáveis
Erling Haaland completa o trio de artilheiros com sete gols. O atacante norueguês do Manchester City (Inglaterra) alcançou essa marca com um jogo a menos, sendo o “carrasco” do Brasil nas oitavas de final ao marcar duas vezes.
Em sua estreia em Copas, Haaland mostra que chegou para fazer história. Ele é a peça-chave da Noruega, que voltou ao Mundial após 28 anos.
Na cola do trio, vem Harry Kane, que chegou a 14 gols na história das Copas, tornando-se o maior artilheiro da Inglaterra no torneio. Nesta edição, Kane marcou seis vezes, com gols decisivos em momentos cruciais para sua seleção.
Curiosamente, Haaland e Kane poderiam ter jogado na mesma seleção, já que Haaland nasceu em Leeds, Inglaterra, em 2000, e viveu no país até os quatro anos. Apenas um desses gigantes do ataque seguiu adiante no Mundial.