O Brasil celebra um feito inédito: Lucas Pinheiro Braathen conquistou a primeira medalha de ouro do país em uma Olimpíada de Inverno. O esquiador garantiu o lugar no pódio no sábado (14), na cidade de Bormio, Alpes italianos, durante os Jogos de Milão e Cortina.
O atleta, que tem mãe brasileira, brilhou na prova do slalom gigante, um momento histórico para o esporte brasileiro.
Detalhes da vitória histórica
Lucas Pinheiro completou as duas descidas da prova em um tempo total de 2min25s. Ele superou o suíço Marco Odermatt por 58 centésimos, que ficou com a medalha de prata. O bronze foi conquistado por outro atleta da Suíça, Loic Meillard.
A modalidade slalom gigante consiste em duas descidas por um percurso com mastros fincados na neve, chamados ‘portas’, separados por cerca de 25 metros. Vence quem obtiver a menor somatória de tempo entre as duas descidas.
A trajetória do campeão
Nascido em Oslo, na Noruega, Lucas Pinheiro Braathen, de 25 anos, representou o país nórdico até 2023, inclusive na Olimpíada de Inverno de Pequim em 2022. Naquela época, ele não completou as provas que disputou.
Após anunciar uma breve aposentadoria, Lucas reconsiderou em 2024 e decidiu representar o Brasil. Desde então, ele alcançou pódios importantes em etapas da Copa do Mundo de esqui alpino, culminando na medalha de ouro inédita em Bormio.
Legado brasileiro nos Jogos de Inverno
Antes da conquista de Lucas Pinheiro, o melhor resultado do Brasil em Olimpíadas de Inverno era o nono lugar de Isabel Clark no snowboard cross. Essa marca foi estabelecida nos Jogos de Turim, há 20 anos.
Outro atleta com raízes brasileiras que participou da mesma prova de slalom gigante foi Giovanni Ongaro, que finalizou na 31ª posição, com o tempo total de 2min34s15.
Próximas emoções: o Slalom
A delegação brasileira ainda tem a chance de conquistar mais medalhas, especialmente com Lucas Pinheiro na prova de slalom. A disputa está marcada para a segunda-feira (16), a partir das 6h (horário de Brasília).
O slalom é uma prova similar ao gigante, porém com uma distância menor entre os mastros, de aproximadamente 13 metros. Além de Lucas, o carioca Christian Soevik, também filho de pai norueguês e mãe brasileira, representará o país nesta competição.