A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino aprovaram, em reunião nesta segunda-feira (10), a implementação de novas regras de arbitragem para as competições nacionais.
As mudanças, determinadas pela International Board, entram em vigor de forma imediata, com o objetivo principal de reduzir o tempo perdido com paralisações nos jogos.
Competições afetadas pelas novas diretrizes
As novas regras impactarão diversas disputas no cenário nacional. Serão afetadas as séries A, B, C e D masculinas, a primeira divisão (Série A1) feminina e a Copa do Brasil.
A busca por mais tempo de bola rolando
A Federação Internacional de Futebol (FIFA) tem como meta que cada partida tenha um mínimo de 60 minutos de bola rolando. Antes da pausa para a Copa, a Série A do Brasileirão masculino registrava uma média de 52 minutos e 54 segundos por jogo.
Em comparação, ligas europeias como a francesa e a alemã alcançam uma média de 56 minutos e 17 segundos. A CBF estima, com base em estudo da empresa Opta, um ganho de até 6 minutos e 22 segundos extras de jogo efetivo com as novas regras.
Conheça as novas regras que mudam o futebol brasileiro
Das dez mudanças aprovadas, apenas uma será implementada a partir de 2027. Confira as principais alterações:
8 segundos com a bola nas mãos (goleiro)
Se o goleiro exceder este limite de tempo, um escanteio será marcado para a equipe adversária.
5 segundos para arremesso lateral
Caso o jogador ultrapasse o tempo estipulado, a cobrança do lateral passa para o time adversário.
5 segundos para cobrar tiro de meta
O árbitro iniciará a contagem a partir do apito. Se houver atraso na cobrança, o time adversário ganha um escanteio.
10 segundos para deixar o campo em substituições
Se o atleta substituído exceder o tempo para sair, o jogador que iria entrar terá de esperar um minuto antes de ir a campo.
1 minuto fora, após atendimento médico
O jogador que receber atendimento no gramado deverá sair e permanecer fora por, no mínimo, um minuto após o reinício do jogo.
Atendimento ao goleiro
Se o goleiro for atendido, o treinador ou o capitão da equipe indicará um atleta de linha para cumprir um minuto fora após o reinício da partida.
Apenas o capitão pode falar com o árbitro
Somente o capitão da equipe será o interlocutor com a arbitragem. Se o capitão for o goleiro, um atleta de linha será designado. Quem desrespeitar esta norma será punido com cartão amarelo.
Protocolo Vini Jr.
Tapar intencionalmente a boca ao discutir com um adversário, visando evitar leitura labial, poderá resultar em expulsão, independentemente do teor da conversa.
Checagem de VAR para segundo cartão amarelo
O cartão que resulta em expulsão (segundo amarelo) passa a ser revisável pelo VAR, podendo ser anulado caso um erro seja constatado.
Checagem de VAR para escanteio por engano (válido a partir de 2027)
A revisão de escanteios concedidos por engano será possível via VAR somente quando o lance levar diretamente a um gol ou pênalti. Esta regra específica terá validade a partir de 2027.
Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF, afirmou: “Nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas. Isso passa pela aplicação das novas regras, pela padronização dos critérios e pela capacitação dos árbitros, mas também depende da participação dos clubes e dos jogadores. O objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol.”