O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou sua participação na solenidade de encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O evento ocorrerá nesta sexta-feira (23), às 15h, em Salvador.
Cerca de 3 mil camponeses de todo o país estão reunidos no Parque de Exposições Agropecuárias da capital baiana. Eles debatem os rumos da reforma agrária no Brasil e estratégias para a produção de alimentos saudáveis e desenvolvimento sustentável.
As críticas do MST ao governo
Apesar de ser um aliado histórico, o MST tem expressado críticas às ações do governo na agricultura familiar. As principais queixas focam no assentamento de novas famílias em áreas desapropriadas.
Em um balanço divulgado no mês passado, o movimento alegou que o governo tem se limitado à regularização de famílias em assentamentos já existentes. Essa prática, segundo o MST, “infla o número de famílias assentadas como se fossem novos lotes”.
O MST enfatiza que essa abordagem não representa avanço na quantidade de hectares destinados à reforma agrária. Atualmente, o movimento contabiliza 100 mil famílias acampadas.
Somadas a outros movimentos populares, o total chega a 142 mil famílias em todo o país. Todas estão cadastradas no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e aguardam a reforma agrária.
Ações do governo: programa Terra da Gente
No ano passado, o governo promoveu a entrega de 12,2 mil novos lotes, distribuídos em 385 mil hectares de terra. Essas ações beneficiaram famílias de agricultores sem-terra em 138 assentamentos, espalhados por 24 estados.
Tais entregas são parte do programa Terra da Gente. A iniciativa prevê o assentamento de 295 mil famílias em novas áreas até o fim de 2026.