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Início » Pressão indígena faz governo recuar e revogar decreto de hidrovias na Amazônia
Brasil

Pressão indígena faz governo recuar e revogar decreto de hidrovias na Amazônia

Nrb NewsPor Nrb News23 de fevereiro de 20263 Minutos de Leitura
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© SGPR/Divulgação

O governo federal anunciou a revogação do Decreto 12.600, editado no ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida previa estudos para a concessão à iniciativa privada das hidrovias dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, localizados na Amazônia.

A decisão foi tomada após forte pressão e intensos protestos de povos indígenas da região.

O anúncio oficial

O comunicado sobre a revogação foi feito em Brasília pelos ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, e Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas.

A revogação do Decreto 12.600 era a principal demanda das comunidades, especialmente aquelas que residem no Baixo Tapajós, próximo a Santarém, no Oeste do Pará.

Mobilização e protestos indígenas

Por mais de 30 dias, povos indígenas organizaram protestos contra o decreto federal.

As manifestações incluíram a ocupação do escritório da multinacional do agronegócio Cargill no Porto de Santarém e atos em São Paulo e na capital federal.

Ministro Boulos ressaltou o diálogo com indígenas, quilombolas e ribeirinhos, afirmando que o governo ouviu diversas posições antes de firmar a decisão pela revogação.

Ele destacou o compromisso do governo com a escuta e a compreensão da posição desses povos, diferenciando-o de gestões que “passam a boiada”.

Contexto das hidrovias na Amazônia

O modal aquaviário é visto como um importante corredor logístico para o escoamento de produtos do agronegócio, principalmente do Mato Grosso para exportação via portos do Pará.

Contudo, este modelo enfrenta forte resistência das comunidades locais. Estima-se que cerca de 7 mil indígenas de 14 etnias vivam no Baixo Tapajós, segundo o Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA).

Histórico das negociações e críticas

Legenda da imagem: Ocupação indígena na sede da Cargill no Porto de Santarém – CITATB/divulgação

No ano passado, após um protesto de indígenas Munduruku na COP30, em Belém, o governo havia se comprometido a realizar consulta prévia aos povos do Rio Tapajós.

A ministra Sônia Guajajara reafirmou o respeito à Convenção nº 169 da Organização das Nações Unidas (ONU), que assegura o direito à consulta livre, prévia e informada.

Em fevereiro, o governo já havia suspendido a contratação para dragagem do leito do Rio Tapajós, uma obra que permitiria a passagem de embarcações em períodos de seca.

As entidades indígenas criticam a ausência de estudos ambientais adequados e os impactos da concessão e dragagem sobre territórios tradicionais, modos de vida e espiritualidade.

Eles alertam para riscos ambientais e sociais, como danos à pesca, erosão das margens, contaminação do rio e prejuízos irreversíveis a um dos principais corredores ecológicos da Amazônia.

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