A Articulação Nacional da Marcha de 8 de Março, que congrega 42 organizações e movimentos feministas, entregou um manifesto ao governo federal. O documento detalha as pautas de reivindicações do movimento para este ano, abordando questões cruciais para a defesa dos direitos das mulheres.
Segundo a Articulação, a luta das mulheres “nasce da nossa capacidade histórica de auto-organização” e reafirma o caráter internacionalista da mobilização.
Principais reivindicações do manifesto feminista
Além das pautas já conhecidas, como a garantia de direitos básicos e a legalização do aborto, o movimento posiciona-se contra o imperialismo e tecnologias a serviço da extrema-direita. Protesta também contra padrões de violência em todo o mundo, da Venezuela ao Oriente Médio.
As militantes citam as interferências dos Estados Unidos em outros países, ameaças bélicas e ataques cibernéticos. Essas ações são descritas como “formas de dominação colonial que aprofundam a fome, a exploração capitalista patriarcal e racista”.
Luta contra a precarização do trabalho e escala 6×1
O manifesto expressa preocupação com a precarização no mercado de trabalho, tema que tem provocado reações populares intensas. Uma das reivindicações centrais é pelo fim da escala 6×1.
O documento também protesta contra o racismo, a violência policial, a intolerância religiosa e as tentativas de controle sobre os corpos femininos. A insegurança alimentar e a crise climática são apontadas como resultados de um modelo de exploração.
Por democracia e justiça social
As organizações afirmam que a luta pelo fim de todas as opressões é inseparável da busca por democracia, soberania e justiça social. A taxação das grandes fortunas é vista como fundamental para a construção de um Brasil mais justo.
Em perspectiva para 2026, as frentes de luta convergem para a “batalha decisiva de defesa da democracia” no país.
Agenda de mobilização: onde e quando protestar
Estão previstas um total de 34 manifestações entre hoje e a próxima segunda-feira (9), em diversos municípios. Essas mobilizações visam dar visibilidade às pautas e fortalecer o movimento feminista.
Na capital paulista, o principal ato está marcado para este domingo (8), com concentração às 14h. O ponto de encontro será em frente ao Fórum Pedro Lessa, próximo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).