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Início » Empresário da Reag na CPI: ele nega elo com PCC, mas silencia sobre a PF
Política

Empresário da Reag na CPI: ele nega elo com PCC, mas silencia sobre a PF

Nrb NewsPor Nrb News11 de março de 20263 Minutos de Leitura
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© Geraldo Magela/Agência Senado

O fundador e ex-presidente da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, negou qualquer associação da gestora de fundos financeiros com a lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O empresário depôs na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, realizada nesta quarta-feira (11).

Mansur afirmou que a empresa não possui ‘nenhuma ligação’ com o PCC, mencionando o procedimento ‘Carbono Oculto’ da Polícia Federal (PF), que, segundo ele, não contém menções à organização criminosa em suas 15 mil páginas.

As acusações e a defesa de Mansur

Questionado pelo presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), sobre os motivos que levaram a Reag a ser alvo de operações da PF, Mansur optou por permanecer em silêncio. Ele declarou: ‘Aí é uma opinião pessoal, eu acho que vou permanecer calado’.

Apesar da intenção inicial de não responder, o empresário fez alguns comentários após apelos do presidente da comissão.

Mansur defendeu que a Reag sempre foi auditada por empresas internacionais e mantinha todas as estruturas de governança exigidas de uma empresa de capital aberto.

Ele sugeriu que a companhia foi penalizada por ser ‘grande e independente’, negando que a Reag fosse uma empresa de fachada com investidores ocultos. Mansur afirmou ser um ‘partnership’ com vários sócios, e admitiu que o Banco Master era um de seus clientes.

Operações da Polícia Federal e o papel da Reag

Além da ‘Carbono Oculto’, a Reag é investigada nas operações ‘Compliance Zero’, que apura fraudes do Banco Master, e ‘Quasar’, sobre lavagem de dinheiro para facções criminosas.

Em janeiro deste ano, a Reag Investimentos foi liquidada pelo Banco Central (BC) devido a supostos vínculos com as fraudes do Banco Master, estimadas em até R$ 50 bilhões.

A gestora, que administrava 700 fundos totalizando R$ 300 bilhões, é suspeita de ter contribuído com o esquema do banqueiro Daniel Vorcaro, por meio da criação de empresas de fachada.

O senador Contarato justificou a convocação de Mansur, apontando que 42 dos 350 alvos da operação ‘Carbono Oculto’ possuem escritórios na Avenida Faria Lima, evidenciando uma ‘indústria de lavagem de dinheiro’ no sistema financeiro.

Contarato acrescentou que fundos da Reag teriam sido usados para movimentar cerca de R$ 250 milhões do PCC. O BC também informou que a empresa teria ocultado os beneficiários de R$ 11 bilhões desviados do mercado.

O parlamentar destacou a importância do depoimento para esclarecer os mecanismos de controle da gestora, cujos ativos sob gestão saltaram de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões em cinco anos.

Desdobramentos da CPI

Na mesma quarta-feira, a CPI aprovou mais de 20 requerimentos, incluindo quebras de sigilos, pedidos de informações e convocações, mirando o braço financeiro do PCC na Faria Lima e ‘A Turma’ de Daniel Vorcaro.

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), lamentou a recusa de Mansur em responder perguntas da comissão, limitando-se a fazer comentários genéricos sobre a Reag.

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