Uma semana após a **explosão devastadora que atingiu o bairro do Jaguaré**, na Zona Oeste de São Paulo, a comunidade ainda lida com as consequências. O desastre, ocorrido no **dia 11**, resultou na morte de **duas pessoas** e deixou outras **duas feridas**.
Com **cerca de 150 imóveis afetados**, o governo e o judiciário já responsabilizam as concessionárias **Sabesp e Comgás**. As famílias aguardam urgentemente definições sobre o apoio para reconstruir suas vidas.
Impacto da explosão e as primeiras respostas
Na última quarta-feira, o **Ministério Público (MP)** esteve na comunidade para colher depoimentos cruciais. Essas informações servirão de base para a definição de medidas emergenciais de atendimento aos atingidos.
Uma reunião na sede do MP com representantes do governo e empresas revelou a dimensão do problema: **744 pessoas receberam auxílio emergencial**, e **51 moradias foram declaradas inabitáveis**. Contudo, o retorno à normalidade ainda não tem prazo definido.
Ações das concessionárias e do governo estadual
A prioridade desta semana, segundo relato de **Comgás**, **Sabesp** e **CDHU** ao MP, é o retorno das crianças abrigadas em hotéis para a escola. O objetivo é minimizar a interrupção da rotina educacional.
O governo estadual informou que **293 imóveis foram vistoriados** por técnicos e engenheiros. As reformas já começaram em **123 imóveis** que sofreram avarias leves, com os custos sendo arcados pelas concessionárias.
Desafios na definição das interdições
A **Defesa Civil** e as empresas tinham a previsão de concluir a lista de imóveis interditados até a última **segunda-feira**. No entanto, essa atualização crucial ainda não foi confirmada pelos órgãos competentes.
A comunidade do Jaguaré segue em busca de um plano claro e eficaz para a recuperação. A pressão por respostas e ações concretas por parte das autoridades e empresas envolvidas é crescente.