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Início » Nova lei no Rio de Janeiro garante apoio inédito para mães cientistas
Política

Nova lei no Rio de Janeiro garante apoio inédito para mães cientistas

Nrb NewsPor Nrb News8 de junho de 20263 Minutos de Leitura
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© Divulgação/Fiocruz

O Rio de Janeiro instituiu uma nova legislação crucial para a equidade de gênero na ciência. A Lei 11.213, conhecida como Marco Legal Mães na Ciência, foi sancionada e já está em vigor, publicada no Diário Oficial do estado nesta segunda-feira (8).

Essa medida visa promover condições mais justas para mães e adotantes. O objetivo é assegurar a permanência e a progressão acadêmica na graduação e pós-graduação.

O que o Marco Legal Mães na Ciência estabelece?

A lei proíbe qualquer critério discriminatório contra candidatas. Isso inclui motivos como gestação, parto, nascimento de filho, adoção ou guarda judicial em todos os processos seletivos e de renovação de bolsas de pesquisa, ensino e extensão.

É vedada a formulação de perguntas sobre planejamento familiar em entrevistas, avaliações ou documentos de inscrição. A exceção ocorre apenas se a própria candidata manifestar a intenção de abordar o tema.

A legislação também reconhece formalmente o trabalho de cuidado, especialmente a maternidade e a adoção. Isso se reflete na avaliação de mérito acadêmico, produtividade científica e análise curricular para fins de pontuação.

A pontuação será aplicada em processos seletivos de bolsas e editais de monitoria, iniciação científica, extensão, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Instituições envolvidas e o papel da Faperj

As universidades públicas estaduais, bem como a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), devem adotar mecanismos de equidade e reconhecimento no âmbito do Marco Legal Mães na Ciência.

A Faperj, em particular, já possui ações voltadas ao fortalecimento da participação feminina na ciência. O Marco Legal vem para reforçar iniciativas já existentes, como o Programa Estadual de Incentivo ao Protagonismo das Mulheres na Ciência.

Apoio às cientistas mães

Entre as ações da Faperj está o Programa de Apoio às Cientistas Mães. Ele é destinado a pesquisadoras vinculadas a instituições de pesquisa do estado do Rio de Janeiro.

A iniciativa oferece auxílio de até R$ 120 mil por projeto. O objetivo é apoiar a retomada e continuidade da produção científica por pesquisadoras que tiveram filhos nos últimos anos, incluindo mães de crianças com deficiência.

A Fundação também considera o período de licença-maternidade na avaliação de currículos acadêmicos. Além disso, concede licença-maternidade para bolsistas e permite a inclusão de despesas relacionadas ao cuidado infantil em determinados editais de fomento.

Incentivo à jovem cientista mulher

Outra frente de incentivo é o Programa de Apoio à Jovem Cientista Mulher Dra. Tatiana Sampaio. Este programa é direcionado a pesquisadoras com até 12 anos de doutoramento.

Seu propósito é ampliar a presença de mulheres em posições de liderança científica. Em 2026, o edital recebeu um investimento de R$ 10 milhões.

Visão da Faperj e futuro da ciência

Caroline Alves, presidente da Faperj, destaca a importância desse investimento. “Quando apoiamos uma mãe cientista, não estamos investindo apenas em uma pesquisadora”, afirma.

Ela complementa: “Estamos investindo em uma família, em uma geração futura e no fortalecimento de toda a ciência”. A presidente reconhece que, por muito tempo, mulheres tiveram que escolher entre maternidade e carreira acadêmica.

Hoje, o compromisso é claro. “Garantir que nenhuma mulher precise abrir mão de um sonho para realizar o outro”, concluiu Caroline.

Além do fomento financeiro, a Faperj promove ações de valorização e visibilidade. Eventos como o “Mulheres na Ciência” e o “Prêmio Mulheres na Ciência” celebram e debatem o papel feminino na ciência fluminense, reconhecendo trajetórias de destaque em diversas áreas do conhecimento.

ciência Equidade lei mães pesquisa
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