São Paulo confirmou dois novos casos de sarampo na capital, elevando o total para sete ocorrências neste ano, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.
Os novos infectados são um bebê de 6 meses e sua mãe, de 20 anos, moradores de uma região próxima a Guarulhos. A mulher é mãe de um dos bebês já confirmados com a doença na semana passada.
Anteriormente, a capital paulista já havia registrado outros três casos em bebês entre 6 meses e 1 ano. A origem das infecções está sob investigação.
Medidas de proteção e vacinação
Em resposta, a secretaria recomenda a “dose zero” da vacina tríplice viral para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias na capital e em Guarulhos. O calendário regular prevê a primeira dose apenas aos 12 meses.
Esta dose adicional não substitui o Calendário Nacional de Vacinação. Crianças que receberem a dose zero ainda precisam das doses regulares aos 12 meses (tríplice viral) e 15 meses (preferencialmente tetraviral).
A Secretaria da Saúde orienta a população a procurar a unidade de saúde mais próxima para verificar e atualizar a situação vacinal. As coberturas atuais no estado são de 85,32% para a primeira dose e 72,06% para a segunda.
Indivíduos com até 59 anos que não possuam comprovante ou não completaram o esquema vacinal devem procurar um posto para atualização.
O que é o sarampo?
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida por via aérea (tosse, espirro, fala, respiração). Já foi uma das principais causas de mortalidade infantil.
Sua alta contagiosidade permite que uma pessoa infectada transmita a doença para 90% dos não imunes próximos. A vacinação gratuita pelo SUS é a principal forma de prevenção.
Os principais sintomas incluem manchas vermelhas no corpo, febre alta, tosse, conjuntivite e mal-estar. A doença pode levar a complicações graves como diarreia, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite.