O destino da França na Copa do Mundo de 2026 ainda está em aberto, com a equipe de Didier Deschamps pronta para dois jogos cruciais. A seleção enfrentará a Espanha na semifinal, nesta terça-feira (14), e depois disputará a final ou o terceiro lugar.
Com seu desempenho, a França não só ampliou seu status de favorita, mas também já igualou importantes recordes históricos. E, com os próximos jogos, a equipe tem a chance de alcançar marcas inéditas na competição.
Em busca de feitos inéditos nas semifinais e finais
A atual geração francesa garantiu seu lugar como a quinta na história a atingir três semifinais consecutivas. Anteriormente, a Alemanha conseguiu este feito três vezes, e o Brasil uma vez entre 1994 e 2002.
Todas essas seleções que alcançaram múltiplas semifinais disputaram pelo menos uma final e conquistaram ao menos um título. A França de hoje, assim como a Alemanha (1982-1990) e o Brasil (1994-2002), busca agora a terceira decisão consecutiva.
A Alemanha daquele período sagrou-se campeã somente em sua terceira final, enquanto a seleção brasileira venceu a primeira e a terceira. A França almeja repetir o sucesso do Brasil, levantando o troféu novamente.
Os pilares da seleção: atletas com múltiplos mundiais
Apesar de três campanhas consecutivas, apenas três jogadores participaram de todas as Copas neste ciclo. Lucas Hernández, titular em 2018, lesionou-se em 2022 e agora integra o grupo sem entrar em campo.
Ousmane Dembélé jogou em 2018, foi titular em 2022 e atualmente é uma das principais estrelas. Seu crescimento o levou a dois títulos europeus com o PSG e prêmios individuais da FIFA e France Football como melhor jogador do mundo no ano passado.
Considerado por muitos o segundo melhor atleta da equipe, Dembélé é o único a ostentar esses prêmios individuais. A única constante em campo, definindo esta geração vitoriosa, é Kylian Mbappé.
O craque tem três Copas no currículo, chegando à final nas duas primeiras e já na semifinal na terceira. O atacante do Real Madrid protagoniza um embate histórico com Lionel Messi pela artilharia das Copas, com 20 gols contra 21 do argentino, que tem o dobro de participações.
Nesta edição de 2026, Mbappé e Messi dividem o topo da artilharia, com oito gols cada até o momento.
Didier Deschamps: o técnico recordista
No comando técnico, Didier Deschamps, capitão do primeiro título francês em 1998, é um recordista por si só. Em sua quarta Copa como treinador da França, ele já se tornou o técnico com mais vitórias na história da competição, somando 19 triunfos.
Ao final do Mundial, com as duas partidas restantes, Deschamps alcançará a marca de 26 jogos em Copas, superando o alemão Helmut Schön, que teve 25 partidas entre 1966 e 1978.
O futuro promissor e a ascensão de novos talentos
O que impressiona na equipe francesa é o vasto potencial para mais conquistas. Dos 26 atletas convocados para esta Copa, 21 têm menos de 30 anos, indicando a possibilidade de disputar, no mínimo, mais um Mundial em alto nível.
Entre eles, destaca-se o meia Michael Olise, de 24 anos, que elevou o já alto padrão da França neste ciclo. Nascido na Inglaterra com pai nigeriano e mãe francesa, Olise defende a França desde as categorias de base.
Sua ascensão à seleção principal ocorreu em setembro de 2024, após seu talento florescer no Crystal Palace e lhe render uma oportunidade no gigante alemão Bayern de Munique.
Nesta Copa, Olise, camisa 11, tem brilhado como um exímio “garçom”, acumulando cinco assistências. Ele pode igualar o recorde de Pelé em 1970 com apenas mais um passe para gol, mostrando a maestria que impulsiona a campanha francesa.
Rumo ao recorde de vitórias invictas
Além das marcas individuais, a seleção francesa pode alcançar um feito coletivo histórico. Com mais duas vitórias, que garantiriam o terceiro título da França, este grupo superaria o recorde do Brasil de 2002.
Aquele time brasileiro venceu todas as sete partidas para se sagrar campeão. Ao atingir oito vitórias na edição atual, todos os envolvidos na campanha de 2026 teriam um lugar garantido no livro de recordes das Copas, pelo menos até 2030.