A nova pesquisa Quaest sobre as eleições no Estado do Rio de Janeiro, divulgada nesta terça-feira (29), mostra Eduardo Paes (PSD) na liderança da disputa pelo Palácio Guanabara, com 34% das intenções de voto no primeiro turno. Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), aparece na segunda colocação, com 25%.
A diferença entre os dois principais candidatos é de nove pontos percentuais. Anthony Garotinho (Republicanos) ocupa o terceiro lugar, com 9%, enquanto outros quatro concorrentes registram 1% cada.
O levantamento também apresenta dois cenários de segundo turno. Paes lidera as duas simulações, mas a vantagem sobre Ruas diminuiu em relação às rodadas anteriores. Na disputa pelo Senado, Carlos Portinho (PL), Benedita da Silva (PT) e Carlos Jordy (PL) aparecem empatados, com 15% cada, na combinação dos votos estimulados.
Encomendada pela Globo, a pesquisa ouviu 1.302 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo RJ-04419/2026.
Primeiro turno tem Paes na frente e Ruas em segundo
No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Eduardo Paes alcança 34%. Douglas Ruas aparece com 25%, enquanto Garotinho registra 9%.
Coronel Busnello (Missão), Cyro Garcia (PSTU), Juliete Pantoja (UP) e William Siri (PSOL) têm 1% cada. André Marinho (Novo) e Luan Monteiro (PCO) não pontuaram nesta rodada.
Veja os resultados:
- Eduardo Paes (PSD): 34%;
- Douglas Ruas (PL): 25%;
- Anthony Garotinho (Republicanos): 9%;
- Coronel Busnello (Missão): 1%;
- Cyro Garcia (PSTU): 1%;
- Juliete Pantoja (UP): 1%;
- William Siri (PSOL): 1%;
- André Marinho (Novo): 0%;
- Luan Monteiro (PCO): 0%;
- Branco, nulo ou não pretende votar: 14%;
- Indecisos: 14%.
A soma dos indecisos com os entrevistados que declaram voto branco, nulo ou intenção de não comparecer chega a 28%. O número indica que uma parcela significativa do eleitorado ainda não escolheu um dos candidatos apresentados.
Os resultados também apontam, no atual momento da campanha, para a possibilidade de realização de um segundo turno. Para vencer na primeira votação, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos — cálculo que exclui votos brancos e nulos.
Paes lidera eventual confronto com Douglas Ruas
Na simulação de segundo turno entre Eduardo Paes e Douglas Ruas, o candidato do PSD registra 43%, enquanto o representante do PL aparece com 33%.
Outros 15% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam. Os indecisos somam 9%.
- Eduardo Paes (PSD): 43%;
- Douglas Ruas (PL): 33%;
- Branco, nulo ou não pretende votar: 15%;
- Indecisos: 9%.
Embora Paes mantenha uma vantagem de dez pontos, a série apresentada pela Quaest mostra uma aproximação entre os dois candidatos.
Na pesquisa anterior, o placar era de 44% para Paes e 31% para Ruas, diferença de 13 pontos. Em 8 de setembro, a distância entre os dois chegava a 26 pontos percentuais.
Em três semanas, portanto, a diferença caiu 16 pontos. O movimento não altera a liderança de Paes na rodada mais recente, mas mostra que Ruas ganhou terreno na comparação com o início de setembro.
Contra Garotinho, vantagem chega a 28 pontos
No segundo cenário de confronto direto, Eduardo Paes aparece com 48%, diante de 20% de Anthony Garotinho.
Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar representam 21%. Outros 11% permanecem indecisos.
- Eduardo Paes (PSD): 48%;
- Anthony Garotinho (Republicanos): 20%;
- Branco, nulo ou não pretende votar: 21%;
- Indecisos: 11%.
Em relação à rodada anterior, Paes oscilou de 49% para 48%, enquanto Garotinho passou de 18% para 20%. Como a margem de erro é de três pontos, as variações individuais estão dentro desse intervalo.
Senado tem empate entre três candidatos
A disputa pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado apresenta um cenário diferente. Carlos Portinho, Benedita da Silva e Carlos Jordy dividem a primeira posição, com 15% cada, na combinação dos dois votos estimulados.
Marcelo Crivella (Republicanos) e Pedro Paulo (PSD) aparecem em seguida, com 7% cada. Monica Benicio (PSOL) registra 6%.
- Carlos Portinho (PL): 15%;
- Benedita da Silva (PT): 15%;
- Carlos Jordy (PL): 15%;
- Marcelo Crivella (Republicanos): 7%;
- Pedro Paulo (PSD): 7%;
- Monica Benicio (PSOL): 6%;
- Waguinho (Republicanos): 2%;
- Michelly Xavier (UP): 1%;
- Marcos Dias (Podemos): 1%;
- Helio Secco (Missão): 0%;
- Paula Falcão (PSTU): 0%;
- Vinicius Benevides (UP): 0%;
- Luciano Mattos (PRTB): 0%;
- Luiz Eugenio (PCO): 0%;
- Ó Clemente (Democrata): 0%;
- Indecisos: 9%;
- Branco, nulo ou não pretende votar: 22%.
Na comparação com a pesquisa anterior, Portinho avançou de 10% para 15%, mesma variação registrada por Jordy. Benedita permaneceu com 15%.
Pedro Paulo oscilou de 6% para 7%, e Monica Benicio passou de 4% para 6%.
Eleitor terá direito a dois votos para senador
Em 2026, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores, renovando 54 das 81 cadeiras da Casa. Cada eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes, pois não é permitido votar duas vezes no mesmo nome.
Por essa razão, a pesquisa estimulada para o Senado possui uma metodologia diferente daquela utilizada para governador. Os entrevistados respondem separadamente em quem pretendem votar para a primeira e para a segunda vaga.
Depois, as duas respostas são reunidas em uma combinação que soma 100%, mantendo a proporção entre candidatos, indecisos e votos brancos ou nulos.
No primeiro voto, Benedita lidera com 25%. Portinho tem 16%, e Jordy, 15%. Crivella aparece com 9%, seguido por Pedro Paulo, com 5%, e Monica Benicio, com 4%.
Na segunda escolha, Portinho e Jordy registram 15% cada. Pedro Paulo aparece com 9%, Monica Benicio tem 8%, enquanto Benedita e Crivella somam 4% cada.
Espontânea mostra elevado grau de indefinição
Quando a Quaest não apresenta os nomes dos candidatos, 79% dos entrevistados não conseguem citar espontaneamente uma opção para o Senado. Na pesquisa anterior, esse percentual era de 77%.
Benedita é a candidata mais lembrada espontaneamente, com 7%. Jordy tem 4%; Portinho, 3%; Pedro Paulo, 2%; e Monica Benicio e Crivella registram 1% cada.
O contraste entre a pesquisa estimulada e a espontânea mostra que, apesar do empate entre os três primeiros colocados, as duas escolhas para o Senado ainda não estão consolidadas para a maior parte do eleitorado fluminense.
Conhecimento e rejeição podem influenciar a reta final
Os dados de potencial de voto, conhecimento e rejeição também ajudam a dimensionar o espaço que cada candidato possui para crescer.
Benedita tem potencial de voto de 35%, rejeição de 47% e é desconhecida por 18% dos entrevistados. Portinho apresenta potencial de 33%, rejeição de 14% e ainda não é conhecido por 53%.
Jordy tem potencial de voto de 30%, rejeição de 16% e é desconhecido por 54%. Crivella, por sua vez, aparece com potencial de 25% e rejeição de 61%, a maior entre os nomes mais conhecidos incluídos no levantamento.
Pedro Paulo e Monica Benicio possuem potencial de voto de 19% cada. O candidato do PSD é desconhecido por 56%, enquanto a representante do PSOL não é conhecida por 64%.
As candidaturas de André Monteiro e Comandante Ribeiro Afonso, ambos do Democrata, foram indeferidas pela Justiça Eleitoral e não aparecem no levantamento desde 23 de setembro.










