O Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), estabeleceu novas diretrizes para garantir que os cidadãos recebam valores remanescentes em plataformas de apostas online que tiveram suas atividades encerradas ou suspensas. Com o fim do prazo para o saque voluntário, que ocorreu às 23h59 desta segunda-feira (5), as empresas agora entram em uma fase de obrigações regulatórias para a devolução compulsória dos saldos.
Recomendado para você
A medida, oficializada pela Portaria nº 3.005/2026, detalha como deve ocorrer a regularização financeira e a atualização cadastral das operadoras. O objetivo central é assegurar a proteção do consumidor e a transparência no processo de extinção das autorizações de funcionamento dessas empresas no território brasileiro.
Calendário de pagamentos e devolução de valores
Após o encerramento do período em que o próprio apostador poderia solicitar a retirada do dinheiro, o processo passa a ser coordenado entre as empresas e as instituições financeiras. As operadoras de apostas têm até a próxima quarta-feira, 7 de outubro, para informar à Secretaria de Prêmios e Apostas todos os saldos finais registrados nas contas dos usuários.
O cronograma de depósitos seguirá as seguintes etapas:
Recomendado para você
- 7 de outubro: Prazo final para as empresas enviarem os dados de saldos ao Sistema de Gestão de Apostas (Sigap).
- 9 a 14 de outubro: Período em que os bancos devem processar e depositar os valores diretamente nas contas dos antigos apostadores.
- A partir de 14 de outubro: Caso ocorra algum impedimento bancário para o depósito, os recursos serão direcionados à Caixa Econômica Federal.
A Caixa Econômica Federal ficará responsável por providenciar a devolução nos casos em que as instituições financeiras originais encontrarem obstáculos técnicos ou cadastrais para concluir a transação.
Regras para o envio de dados e transparência das operadoras
Para que a devolução ocorra de forma precisa, as empresas devem fornecer um conjunto detalhado de informações ao governo. Entre os dados exigidos estão o CPF e a data de nascimento dos apostadores, os valores exatos a serem restituídos e os dados bancários necessários para a operação. Além disso, as operadoras precisam identificar as instituições financeiras que gerenciavam suas contas transacionais.
Mesmo com a interrupção das atividades, as empresas continuam legalmente responsáveis por todas as obrigações constituídas durante o período de funcionamento. A Secretaria de Prêmios e Apostas reforça que a conclusão dessas etapas de devolução não isenta as operadoras de fiscalizações futuras ou cobranças por parte de órgãos competentes.
As empresas também devem manter um representante legal ativo e canais de contato atualizados, como e-mail e telefone, informando qualquer alteração à Secretaria em um prazo máximo de 48 horas. O prazo final para que todas as obrigações financeiras e regulatórias sejam totalmente sanadas é o dia 15 de dezembro de 2026.
O que o apostador deve fazer agora
Como o prazo para o saque manual terminou, o apostador deve monitorar a conta bancária que estava vinculada à plataforma de apostas ou a conta informada em seu cadastro. É fundamental que os dados cadastrais junto ao banco estejam corretos para evitar falhas no processamento do depósito automático entre os dias 9 e 14 deste mês.
Caso o valor não caia na conta dentro do período estipulado, o cidadão poderá buscar orientações junto aos canais oficiais do Ministério da Fazenda ou aguardar as instruções específicas que serão emitidas pela Caixa Econômica Federal para os casos de recursos pendentes.
Para mais informações sobre a regulação do setor, acesse o portal oficial da Secretaria de Prêmios e Apostas.











