Hotéis, pousadas e hostels de todo o Brasil agora operam com a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes em formato 100% digital. Essa mudança busca otimizar o processo de chegada dos hóspedes, tornando-o mais rápido e eficiente.
Com a nova ferramenta, os viajantes podem fazer o check-in antecipadamente, antes mesmo de chegar ao hotel. O procedimento é realizado por meio de um link ou QR code enviado pela hospedagem.
Para quem prefere, também é possível realizar o preenchimento da ficha digital diretamente em dispositivos fornecidos no local. O sistema garante a proteção das informações pessoais, seguindo as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Adotada oficialmente desde 20 de abril, a ficha digital moderniza um cadastro que é obrigatório há décadas. Ela substitui a versão em papel, trazendo mais agilidade para estabelecimentos e hóspedes.
A revolução do check-in: antes e agora
Anteriormente, o preenchimento da ficha era feito manualmente no balcão do hotel, o que gerava processos mais lentos. Os dados ficavam dispersos em diferentes formatos, dificultando a gestão.
Atualmente, o processo é mais ágil, com o preenchimento online e antecipado. Isso resulta em um check-in mais rápido e informações organizadas em um sistema digital integrado.
Implementação e próximos passos
Alfredo Lopes, presidente do Sindicato dos Hotéis e Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO), destacou a implementação. A capital fluminense adota o novo modelo desde o ano passado, com as principais redes hoteleiras já utilizando-o.
Lopes exemplificou a melhora: “Imagina quando chegava um grupo grande no hotel, a demora que era para fazer o check-in de todos que chegavam”. Ele mencionou que, na Espanha, um QR Code permite não refazer o procedimento em outros hotéis, um possível próximo passo para o Brasil.
Privacidade e segurança de dados
O governo esclarece que a ficha digital não envolve qualquer tipo de monitoramento de turistas. O sistema não foi criado para rastrear deslocamentos, controlar viagens ou vigiar cidadãos.
Os dados coletados são basicamente os mesmos exigidos anteriormente no modelo em papel, focando na identificação do hóspede. Eles servem para finalidades administrativas, estatísticas e apoio à segurança pública, como já ocorria.
As informações alimentam o Sistema Nacional de Registro de Hóspedes, oferecendo uma visão precisa do fluxo turístico no país. Isso inclui número de visitantes, perfil dos turistas e taxa de ocupação hoteleira.
É importante ressaltar que não há coleta de informações sobre gastos, consumo ou comportamento dos turistas. O sistema não acompanha rotas, não monitora deslocamentos e não permite rastreamento individual.
Esses dados são utilizados de forma agregada, ou seja, sem identificação individual, para formular políticas públicas de turismo. O objetivo é melhorar serviços e orientar investimentos no setor.