O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou oito pessoas por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do jogo do bicho, utilizando empresas de apostas esportivas online (bets).
A investigação e os denunciados
As apurações do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do GAECO revelaram que os oito indivíduos, entre eles Flavio da Silva Santos e Vinicius Pereira Drumond, ocultaram ilicitamente pelo menos R$ 5,2 milhões.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) em endereços na Barra da Tijuca, Freguesia, Botafogo e centro do Rio de Janeiro, além de operações nos estados do Paraná e Goiás.
Empresas e modus operandi
A Justiça, a pedido do MPRJ, determinou a suspensão das atividades e dos CNPJs das empresas JRF Eagle Participações e Invectry Participações.
Segundo a denúncia, recursos do jogo do bicho eram inseridos na economia formal pela casa de apostas Rio Jogos, operada pela Lema Administração e Participações S/A.
O grupo utilizava diversas empresas, incluindo as já citadas JRF Eagle e Invectry, além de ‘laranjas’ para viabilizar e ocultar o esquema criminoso.
O fluxo do dinheiro
Em 6 de maio de 2024, a Lema recebeu dois aportes de R$ 2,5 milhões cada, vindos de João Eric e da Apoio Consultoria Financeira, de titularidade de Ana Paula e João Victor.
No mesmo dia, a Lema transferiu R$ 5,2 milhões à Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) como pagamento da outorga para a exploração de apostas de cota fixa.