Maricá encerrou recentemente uma importante jornada de conscientização voltada para o bem-estar emocional de seus jovens. O projeto “Entre Altos e Baixos, Tamo Junto” alcançou a marca de mais de 2 mil estudantes, promovendo debates essenciais sobre saúde mental e os desafios da ansiedade no ambiente escolar. A iniciativa reflete uma preocupação crescente com o equilíbrio emocional na fase de transição para a vida adulta.
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Diálogo e acolhimento nas escolas de Maricá
As atividades, coordenadas pela Secretaria de Juventude e Participação Popular, ocorreram entre os dias 2 de setembro e 2 de outubro. A iniciativa percorreu salas de aula e as Casas da Juventude em todos os distritos do município, focando especialmente em turmas do 9º ano do Ensino Fundamental e em alunos do Ensino Médio. Essa escolha estratégica visa atingir jovens em momentos de grandes mudanças acadêmicas e pessoais.
Durante os encontros, equipes de psicologia utilizaram metodologias dinâmicas para quebrar o tabu em torno do tema. Rodas de conversa, exercícios de expressão de sentimentos por escrito e debates sobre autoconhecimento foram as ferramentas principais. Unidades como o Colégio Estadual Caio Francisco de Figueiredo e a Casa da Juventude de Inoã foram palcos dessas trocas, permitindo que os adolescentes encontrassem um ambiente seguro para compartilhar suas vivências sem julgamentos.
O uso das Casas da Juventude como polos de atendimento reforça o papel desses equipamentos públicos como centros de referência e convivência. Além das escolas, esses espaços oferecem suporte contínuo, servindo como um porto seguro para jovens que buscam orientação ou simplesmente um lugar para serem ouvidos fora do ambiente formal de ensino.
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Ansiedade é o principal alerta entre os estudantes
Um dos pontos mais relevantes levantados durante a campanha foi a identificação da ansiedade como o principal obstáculo enfrentado pela juventude local. Sob a abordagem “Conhecendo e Entendendo as Emoções”, os profissionais de saúde e educação notaram que o tema é recorrente tanto nos relatos dos alunos quanto nas observações dos gestores escolares. A pressão por desempenho, incertezas sobre o futuro e o impacto das redes sociais foram citados como fatores contribuintes.
A secretária de Juventude e Participação Popular, Andressa Santos, destacou que a abertura dos jovens para o diálogo foi surpreendente. Segundo a gestora, a ação permitiu criar um espaço de escuta ativa e acolhimento, essencial para entender as angústias e os desafios cotidianos enfrentados por essa parcela da população. A presença do poder público dentro das escolas fortalece a rede de apoio necessária para lidar com transtornos emocionais precoces, evitando que pequenos problemas se tornem crises maiores.
O impacto da saúde mental no desempenho escolar
Especialistas apontam que o bem-estar psicológico está diretamente ligado à capacidade de aprendizado e retenção de conteúdo. Estudantes que lidam com níveis elevados de estresse ou ansiedade tendem a apresentar dificuldades de concentração e queda na frequência escolar. Ao levar o projeto para dentro das instituições, Maricá atua preventivamente na manutenção da qualidade educacional.
A dinâmica de expressar sentimentos por escrito, por exemplo, ajudou muitos alunos a externalizar dores que muitas vezes não conseguiam verbalizar. Esse processo de catarse guiada por psicólogos é uma ferramenta terapêutica poderosa que auxilia no desenvolvimento da inteligência emocional, preparando o jovem para lidar com frustrações e conflitos de forma mais resiliente.
Continuidade e expansão do suporte emocional
O sucesso da mobilização em 2024 já projeta planos ambiciosos para o futuro. A Prefeitura de Maricá confirmou a intenção de dar continuidade à campanha no próximo ano, com a proposta de ampliar o modelo de rodas de conversa. O objetivo é consolidar espaços permanentes de escuta não apenas nas instituições de ensino, mas em diversos pontos estratégicos da cidade, garantindo que o suporte não seja apenas pontual, mas uma política pública contínua.
Iniciativas como esta alinham-se a diretrizes globais de saúde, que reforçam a necessidade de atenção psicossocial desde a infância e adolescência. Para saber mais sobre cuidados com o bem-estar emocional, é possível consultar as orientações da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) sobre a saúde mental dos adolescentes. Com o encerramento deste ciclo, Maricá reafirma seu compromisso com uma geração mais saudável e consciente de suas próprias emoções.










