No último domingo, 4 de outubro, os eleitores do estado de São Paulo definiram a nova composição da Assembleia Legislativa (Alesp) para a próxima legislatura. Com a apuração de 100% das urnas eletrônicas concluída, o cenário político paulista consolidou nomes de diferentes espectros ideológicos, refletindo a diversidade do maior colégio eleitoral do país. Ao todo, foram preenchidas 94 cadeiras que representam os interesses da população no âmbito estadual.
O pleito de 2026 foi marcado por uma polarização significativa e pela manutenção de figuras históricas na política paulista, ao mesmo tempo em que abriu espaço para novas lideranças que obtiveram votações expressivas. Além da escolha dos deputados estaduais, os cidadãos foram às urnas para eleger presidente, governador, senadores e deputados federais, em um processo que mobilizou milhões de brasileiros em todo o território estadual.
Eduarda Campopiano lidera votação histórica para o legislativo paulista
A grande surpresa e destaque das eleições para a Alesp foi a candidata Eduarda Campopiano, do Partido Liberal (PL). Ela conquistou a primeira colocação isolada com um total de 1.956.238 votos, estabelecendo um novo patamar de representatividade feminina no estado. Sua votação expressiva demonstra a força da legenda no interior e na capital paulista, consolidando o PL como uma das principais bancadas da casa.
Em segundo lugar, o veterano Eduardo Suplicy, do Partido dos Trabalhadores (PT), reafirmou sua base eleitoral ao receber 654.627 votos. Suplicy, que possui uma trajetória de décadas na vida pública, continua sendo uma das vozes mais influentes da esquerda paulista. Logo atrás, nomes como Sofia Favero e Carlos Giannazi, ambos do PSOL, garantiram posições de destaque, evidenciando a capilaridade de seus partidos em pautas sociais e educacionais.
Equilíbrio de forças e a composição das bancadas na Alesp
A nova configuração da Assembleia Legislativa de São Paulo apresenta uma divisão nítida entre blocos partidários. O Partido Liberal (PL) e o Partido dos Trabalhadores (PT) detêm as maiores fatias de representação, seguidos de perto pelo PSOL e pelo Progressistas (PP). Essa distribuição sugere que o próximo governo estadual precisará de articulação intensa para aprovar projetos de lei e o orçamento anual.
Entre os eleitos com votações robustas, destacam-se parlamentares como Paula da Bancada Feminista (PSOL), Giovanni Sanches (PL) e Rogerio Lins (PODE). A presença de nomes ligados à segurança pública, como Tenente Coimbra (PL) e Delegado Olim (PP), também permanece forte, mantendo a tradição de pautas voltadas à ordem e ao policiamento no legislativo estadual.
Desempenho federal e o cenário da abstenção no estado
No âmbito federal, São Paulo também definiu seus 70 representantes para a Câmara dos Deputados. O candidato Lucas Pavanato (PL) foi o mais votado do estado, com mais de 3 milhões de votos, seguido por Erika Hilton (PSOL). O desempenho desses candidatos reflete as tendências observadas na votação estadual, onde as mesmas legendas conseguiram transferir prestígio entre as diferentes esferas de poder.
Entretanto, um dado que preocupa especialistas e autoridades eleitorais é o índice de abstenção. Segundo dados oficiais da Agência Brasil, o percentual de eleitores que não compareceram às urnas subiu para 21,6%, o que representa cerca de 33 milhões de brasileiros. Esse fenômeno impacta diretamente o quociente eleitoral e a legitimidade das bancadas eleitas.
Relação dos parlamentares que ocuparão as cadeiras da Alesp
A lista dos 94 eleitos inclui nomes experientes e estreantes. Pelo PL, além de Campopiano, foram eleitos Giovanni Sanches, Tenente Coimbra, Thomaz Henrique, Rodrigo Ashiuchi, Marcos Damasio, Dani Alonso, Conte Lopes, Felipe Sertanejo, Rogerio Nogueira, Delegada Graciela, Alex Madureira, Paulo Mansur, Franco Sardelli, Leticia Aguiar, Ricardo Madalena, Rogério Franco, Bruno Zambelli, Coronel Paganotto, Rodrigo Moraes, Lucas Bove, Capitão Mosart, Lisboa, Isaac Antunes, Fabiana Bolsonaro e Thiago Auricchio.
O PT garantiu cadeiras com Eduardo Suplicy, Duda Hidalgo, Professora Bebel, Leonardo Grandini, Emídio, Rodrigo Mar, Enio Tatto, Paulo Fiorilo, Danilo Balas, Luiz Fernando, Donato, Thainara Faria, João Paulo, Barba, Rômulo, Marcolino, João Paulo Rillo e Ana Perugini. O PSOL elegeu Sofia Favero, Carlos Giannazi, Paula da Bancada Feminista, Ediane Maria, Luiza Erundina, Monica das Pretas, Mariana Conti, Débora Camilo e Keit Lima.
Outros partidos também asseguraram representação importante. O PP elegeu Danilo Joan, Delegado Olim, Sargento Castro, Telhadinha e Delegado Mesquita. O MDB terá Itamar Borges, Regina Nunes, Reinaldo Alguz, Léo Oliveira e Caruso. Pelo PSD, foram eleitos Barros Munhoz, Marta Costa, Carla Morando, Pardini, Analice Fernandes, Thammy Miranda e Mauro Bragato. O Republicanos contará com Bruna Furlan, Danilo Campetti, Ely Santos, Renata Sene, Sebastião Santos e Gilmaci Santos. Completam a lista nomes do Podemos, União Brasil, PSB, PSDB, Missão, Novo e PRD.











