O candidato à Presidência pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), Edmilson Costa, apresenta em seu programa de governo propostas significativas para o mundo do trabalho e reformas sociais. Entre as principais, destacam-se a implantação da jornada de 30 horas semanais e o fim da escala de trabalho 6×1, ambas sem redução salarial. O plano completo, intitulado “Construir o Poder Popular, Rumo ao Socialismo”, está acessível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Principais propostas para o mercado de trabalho
Além das mudanças na jornada e escala de trabalho, Edmilson Costa defende a reforma agrária popular. Ele também propõe a recomposição do poder de compra do trabalhador, buscando um salário mínimo necessário de acordo com os cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Visão econômica e social para o Brasil
O programa do PCB almeja profundas transformações políticas, econômicas e sociais. Uma das metas é a estatização de áreas estratégicas da economia, como água, energia e saneamento, e o fim dos monopólios nas comunicações.
A pauta inclui ainda a proteção ao meio ambiente, um amplo programa de moradia popular digna e o combate a todas as formas de opressão, discriminação e preconceito presentes na sociedade.
Infraestrutura e serviços públicos
O candidato propõe o fim do atual arcabouço fiscal e a garantia de saúde, transporte coletivo e educação 100% públicos e de qualidade para todos. Para assegurar a implementação de políticas sociais, a criação de uma lei de responsabilidade social é sugerida, visando destinar recursos às necessidades da população.
Posicionamento internacional e soberania
No âmbito internacional, o plano enfatiza a luta contra o imperialismo e a solidariedade militante a nações como Cuba, Palestina, Irã e Venezuela. O objetivo é apoiar todos os povos que enfrentam a velha ordem imperial e defendem sua soberania e autodeterminação.
A candidatura do PCB busca apresentar um novo caminho para o Brasil, promovendo o debate na sociedade. A meta é romper com a ordem oligárquica, excludente e subordinada ao capital internacional, inaugurando um novo tempo político, econômico e social, fundado na soberania popular e autodeterminação nacional.